sexta-feira, 1 de outubro de 2010

PROMOÇÃO DO FACEBOOK + PRÊMIO - winner

Olá amigos,

Sei que estive ausente, mas provas de cálculo I e Vetores é assim mesmo, exaustivas. Tenho que voltar aos livros com força total.

Só um detalhe, gostaria de agradecer ao Administradores pelo livro que ganhei pelo FACEBOOK.

Sejam amigos de Facebook: Administradores
Siguam pelo twitter: @admnews

segue o link:http://administradores.com.br/informe-se/cotidiano/divulgado-o-ganhador-da-promocao-pelo-facebook-do-administradores/38593/

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

22º Dia - Diversidade


22º dia - registrando a data de 15/09/2010.

Quando estava eu, analisando as possibilidades de começar mais um curso superior, fiz um levantamento dos prós e dos contras. Sei que a experiência de 04 anos na universidade, facilita a construção de um caminho de melhores escolhas, já que conseguimos filtrar mais oportunidades.

Nas 02 disciplinas que tive no dia 15/09, percebi que os professos não conhecem todas as suas possibilidades. (naquele momento fiquei assustado). Como minha monografia foi uma Avaliação da Instituição da UFS, conhece alguma coisa sobre áreas de atuação de uma universidade.

Qualquer docente de Universidade "Cidade do Universo" deve ter 03 atuações:

Pesquisador - deve estimular os alunos a pesquisarem sobre diversos temas, até porque como grande detentor de informações deve fazer uso desse espaço do saber
Educador - ser didático e atencioso o suficiente para os estudantes de todos os cursos afins
E por último e para mim o mais importante, Integrador - deve fazer a integração de seus conhecimentos em benefícios da sociedade (não a sociedade estudiosa ou como muitos chamam de sociedade de pares, mas sim para todos os beneficiários de tais conhecimentos)

O professor nada mais é que o elo entre os inexperientes alunos e a comunidade do entorno. de foma a possibilitar o desenvolvimento local, regional e dos próprios alunos, tal ação caracteriza-se por atividade de extensão. Só que a UFS não se executa tantas atividades quanto a comunidade necessita, ficando presa ao discurso pragmático, indigerível e totalmente anti-didático que o mercado, a sociedade e o país não necessitam (basta Brasília).

Necessitamos de uma diversidade de atividades que torne o aluno um multiplicador de conhecimentos, uma mudança. E não só um mero publicador de artigos e livros técnicos ou em instância inferior, um docente cansado, estressado e desatencioso.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

20º Dia - Seriedade e Foco

O dia 13/09/2010 foi diferente dos outros dias, não só pela prova de estatística mas também com outras duas obrigações que deveria cumprir. Contextualizando a minha situação desse dia, pude perceber que as pessoas ainda analisam você pela aparência e não pela verdade que carrega.
Como bem disse Tina Fey em Saturday Night Live:
- Você não deve analisar as pessoas pela aparência, mas quando a pessoa-alvo faz do seu corpo um lixo, somos obrigados a fazer todos os tipos de comentários.
No entanto, cada um de nós carrega uma verdade, as vezes copiada e isso não é muito original. Mas quem disse que a minha verdade não pode ser a sua verdade? A isso denominamos de MODA (Capacidade de uma verdade ser copiada). Não espere fazer moda, tentar trabalhar espontaneamente e ela será customizada a seus gostos e maneiras.

Por falar em maneira ou jeito, percebi nas duas aulas de ontem, um comportamento tipicamente de calouros, em primeiro momento a infantilidade em tratar os estudos e em segundo plano a consciência de ociosidade.

Tenho duas inferências que poderiam ser provadas com estudos sociológicos:

1º) O tempo de permanência do estudante na UFS está atrelado a atitudes infantis e ociosas;

2º) O nível de reprovação em disciplinas é diretamente proporcional a dispersão de prioridades.

Fica o conselho, vc Universitário ou já Graduado, tenha seriedade que a partir de agora as brincadeiras são pontuais e esforço, dedicação e seriedade são as novas modas.

Copie isso!!!!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Fidelização: o desafio do século XXI

Ter uma avaliação positiva dos consumidores significa ter chances aumentadas de fazer parte de sua lista de compras hoje e no futuro

Por Eduardo Przybylski
Basta uma simples ida ao supermercado ou shopping center para notar a vasta quantidade de marcas que encontramos para um mesmo tipo de produto. Cada um tem suas promessas, qualidade e custo.

Sob a ótica de consumidores, fazemos as escolhas com base nos critérios que estabelecemos como prioritários. Já do ponto de vista de fabricantes ou distribuidores, somos desafiados a analisar nossos produtos e os de nossos concorrentes a fim de ressaltar o que temos de melhor, nossos pontos fortes.

Este destaque de nossas qualidades se dá por meio de uma comunicação clara e eficiente, que visa fixar essas informações na mente dos consumidores. Vale ressaltar que mais importante que estar presente no mercado é saber de que forma se é visto pelos seus potenciais clientes.

Ter uma avaliação positiva dos consumidores significa ter chances aumentadas de fazer parte de sua lista de compras hoje e no futuro. Eis que surge o fenômeno da fidelização, um predicado que se torna cada dia mais indispensável para qualquer marca - independentemente de segmento.

Por se tratar de uma promessa, a marca carrega consigo vários atributos que precisam ser passados aos seus consumidores. Essa marca é boa porque lava melhor. A outra porque rende muito. E assim por diante, sendo avaliadas sempre por suas características de destaque.

O canal é uma peça fundamental no transporte dessas promessas até o consumidor final. Principalmente em mercados pequenos ou em locais onde a comunicação por si só não consegue levar esses conceitos, é seu papel reforçar a marca e demonstrar o quão forte ela é.

Independentemente do mercado, público ou consumidor, o ato da compra vai se basear sempre em fatores que a marca possibilitou ao consumidor observar. O canal deve repassar isso de forma clara e objetiva. O revendedor ou distribuidor devem defender a marca.

De certa forma, o processo de fidelização ocorre em escala, onde um distribuidor que defenda a marca repassa os produtos para os revendedores, que por sua vez, convencidos da qualidade que a marca oferece, repassam isso aos seus consumidores que entendem, acreditam e retornam para comprar mais de determinado produto.

Para que isso funcione, é indispensável que a marca treine, instrua e acompanhe todo o processo do canal, evitando assim desgastes e possíveis ruídos na comunicação. Destruir uma marca é muito mais rápido do que parece e, normalmente, acontece por situações que se tivessem sido previstas, poderiam ser facilmente evitadas. Fortalecer os laços dentro do canal também significa fortalecer mais um ponto de contato da marca.

Construir uma marca é uma tarefa árdua, longa, mas que quando bem desenvolvida gera retorno sobre o investimento. Fidelizar a marca através dos atributos é o melhor cenário possível. O custo é mais baixo e o retorno, muito maior. Quando um consumidor defende uma marca, não esta defendendo apenas a marca, está defendendo aquilo que ele acredita, aquilo que ele segue. Ele passa a ser o sonho cliente de toda empresa, o consumidor fiel.

ALL RIGHT RESERVED BY Eduardo Przybylski

18º DIA - O Caminho das Pedras

A tarefa de postar me gera a disciplina do esforçar-se para o bem comum.

Bom, percebi nesses exatos 12 dias sem postagem que correspondem a quase 3 semanas inativas no blog uma constatação:

A tarefa do saber foi subestimada, pois a inserção de novas ações estão sendo multiplicadas com outras que significam mais esforço e sacrifício. Não vou mentir que nesse período ausente, me senti um pouco desmotivado, não pelo curso ou pela dificuldade, mas pelas pessoas que me cercam.

Uma tarefa adicional para mim é a aceitação dos meus objetivos na visão e consciencia dos outros, o julgamento dos meus semelhantes influenciam no meu querer, apesar de nunca desistir das coisas que desejo alcançar.

Por fim, e não mais desabafando, constatei que o sacrifício tem resultados que por hora são efêmeros retrospectos de uma vida aplicada e futuramente serão os frutos do saber. O caminho das pedras está só começando, vou encarar e viver intensamente isso.

Até a próxima. leiam a próxima postagem, está divina.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

6º Dia - Despertar

Meu sexto dia foi completamente diferente da primeira semana mágina, neste dia percebi que a diferença entre calouros e veteranos é somente uma atitude.

Os calouros tem uma atitude mais questionadora e em certos pontos até ingênua. Enquanto a carapuça da ignorância toma conta do veterano, tornando-o uma pessoa sem nenhuma atitude de um pesquisador (gana pelo saber).

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

4º DIA e 5º DIA + 01 Conquista

Nos dias 19/08 e 20/08 não deu pra ir a UFS, até porque tinha prova de espanhol.

Hoje foi minha prova de Proficiência em Língua Espanhola e meu veredicto é que a pressão nos transforma em seres mais eficazes.

A muito tempo não escrevo redação técnica (redação de vestibuleiro) e esses dias de preparação para o DELE foram angustiantes ou melhor "agobiantes".

A proficiência é composta por 6 provas.

P1 - Compreensão Leitora
P2 - Redação e escrita
P3 - Compreensão Auditiva
P4 - Gramática
P5 - Vocabulário
P6 - Discussão

É isso, a duração total foi de 04 horas e acreditem é divertida, alegre, irritante e muito imprevisível. Por mais que nos preparemos, devemos treinar cada vez mais nossas atitudes por meio de exercício simulativas mais exigentes.

Fica aqui + uma etapa concluída, agora é esperar o resultado (detalhe só sai daqui a 06 meses)

Próxima etapa: Concluir a Pós-Graduação - preparar artigo (prazo 60 dias) até lá

3º DIA - O interesse

Dia 18/08/2010

Só tive uma aula de Estatística, mas ainda estava com um pé atrás com relação a forma de tratamento do Professor e da interação com os demais alunos.

Tais problemas foram resolvidos com uma excelente dinâmica e interação de todas as formas. Tive uma sensação de nostalgia com os questionamentos e outra sensação de subestimar meus conhecimentos de estatística, consegui me tocar e perceber que tenho que estudar muito e enfiar as caras nos livros.

Por isso, acredito que a bandeira do alerta foi levantada e, percebi que meus conhecimentos não são completos e posso melhorar muito em meu trabalho. É daí que vem meu interesse....vamos todos juntos pra frente....vlw galera..

2º DIA - O Esclarecimento

Amigos,

Neste diário farei o possível para descrever todos os dias e emoções por mim avaliadas. Neste segundo dia, posso declarar como um esclarecimento dos meus objetivos.

No dia 17/08/2010, após uma manhã e tarde exaustiva no trabalho, sabia que me esperava na UFS, duas disciplinas distintas, uma delas de área de ciencias sociais e outra de matemática. Por mais que tentasse nunca imaginaria que conseguiria conciliar duas disciplinas tão adversas e ao mesmo tempo se completam, já que parto do pressuposto que duas linhas de pensamento é menos cansativo do que um intensivo de disciplinas da mesma natureza.

Numa avaliação geral, percebi que os estudantes de ciencias sociais ou que estão fazendo disciplinas desta área possuem um senso de comportamento + dispersão bastante desenvolvidos. Enquanto as ciencias exatas uma obediência + atençao redobrada. (tudo isso é reflexo dos próprios docentes, prolixo/paciente e dinamico/rígido respectivamente).

O sociólogo transmitiu uma mensagem e, repasso meu entendimento:

Com o passar do tempo nós seres humanos atingimos uma maturidade, mental e não etária, que suprime os desejos irracionais por necessidades racionais, em outras palavras, convertemos o prazer repleto de brincadeiras, festas e diversões em ações que representam significativas mudanças comportamentais.

Acredito que estou no caminho correto, mas ainda não me considero maduro mentalmente. Até o dia 18/08/2010...

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

1º DIA - A VOLTA

Dia 16/08/2010 foi meu primeiro dia de volta a Universidade Federal de Sergipe e, o mais impresionante foi sentir um frio na barriga e aquela emoção que toma conta ao se deparar a uma turma no 1º dia de aula.

Apesar de iniciar o curso segunda, já adiantei pra pegar uma disciplina do 2º período.

A classe repleta de jovens vestibuleiros que ainda não se desfizeram do cheio ingenuo e imaturo do ensino médio, nem das brincadeiras e do respeito ao professor. Felizmente a aula foi muito boa compensando assim tais atitudes indesejáveis.

Duas coisas me fizeram sentir que estou no caminho correto: a primeira é que mesmo estando no ramo de pesquisas, tenho a plena convicção que o simples é trabalhoso. No segundo momento, confirmo a teoria de Einstein, uma mente expandida jamais volta a seu tamanho inicial, o olhar para os detalhes é aperfeiçoado com o tempo, da mesma forma que nossa maturidade.

DIÁRIO DE UM PORTADOR

Saudações a todos!!!!

Normalmente quando começamos uma jornada ou iniciamos uma grande caminhada, fazemos revelações que podem gerar grande polêmica ou até mesmo discriminações irracionais. No meu caso venho informar a todos que após ler, refletir, identificar, analisar, avaliar e compreender o que é melhor para minha vida, posso determinar com certeza de 85% o que desejo.

Muitos afirmam que a criatividade parte do pressuposto da genialidade ou clarevidência, mas a poucos dias tive um retrato exato dos esforços das mentes criativas:
99% transpiração + 1% inspiração.

Essas fatos reforçam cada vez mais as minhas convicções e principalmente a decisão tomada outrora, a de iniciar mais uma graduação (Estatística). Muitas pessoas me perguntam o porquê e pra quê, mas nenhum chegou a perguntar se estaria eu, gostando dessa decisão. A crítica vem de todos os lados seja de mãe, namorada, tios, amigos, colegas de trabalho, etc.

Todos eles juntos exercem uma pressão muito grande sobre atitudes que possam influenciar meu futuro....mas todos querem saber a causa sem pensar nas consequências ou resultados. A percepção é que sou visto com um doente ou fujo das minhas faculdades mentais, pois já sou formado em Administração e sou infectado pela doença da graduação.

Sou portador de uma enfermidade que assombra diversos universitários, a de que uma graduação é suficiente para meu sucesso profissional, no entanto, o mercado silencioso e articuloso exige que cada trabalhador seja polivalente ou multifuncional.

Por isso, criei o Diário do Portador, aqui iniciarei uma jornada até a conclusão da minha graduação, como alternativa para outros amigos ou até desconhecidos tomarem a iniciativa de seguir estudando.

A jornada será longa, árdua e exaustiva, mas é recompensadora e benéfica para mente e espírito. Daqui a 4 ou 5 anos, estaremos concluindo esta caminhada. Acompanhem ou Follow me

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Os segredos no fim do arco-íris

Olá pessoal, achei a matéria interessante porque não trata de preconceitos nem generalizações, bem cientifica e esclarecedora, divulguem para evitarmos cada vez mais o homofobismo.
Agradecimentos a Prof. Antônio Edilson do Nascimento
Diretor do Departamento de Administração - DAA/UFS
O que motiva animais e humanos a terem relações homossexuais? O colunista Jerry Borges discute estudos recentes e defende que o tema não deve ser tratado como tabu, e sim estudado cientificamente como qualquer outro fenômeno natural.

Por: Jerry Carvalho Borges

Publicado em 04/06/2010 Atualizado em 04/06/2010
http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/por-dentro-das-celulas/os-segredos-no-fim-do-arco-iris


O interesse por indivíduos do mesmo sexo está amplamente documentado em invertebrados e em todos os grupos de vertebrados. Entre esses seres, há diversas espécies cujos representantes cortejam, copulam e, menos frequentemente, estabelecem relações duradouras com parceiros do mesmo sexo.

Um levantamento realizado por Bruce Bagemihl, pesquisador canadense da Universidade da Colúmbia Britânica (UBC), documentou, a partir de uma análise da literatura, a ocorrência de relações entre indivíduos do mesmo sexo em pelo menos 450 espécies. Contudo, apesar da difusão desse comportamento, o interesse por indivíduos do mesmo sexo tem sido considerado um enigma para os estudiosos do assunto.

Por que animais se dedicariam a comportamentos sexuais que não resultariam em sua reprodução, e não produziriam descendentes que poderiam perpetuar a sua herança genética desses seres?

Pesquisas realizadas indicam que há vários fatores associados ao interesse entre indivíduos do mesmo sexo. Nos golfinhos nariz-de-garrafa (Thursiops sp.), frequentemente citados por exibirem esse comportamento, cerca de metade dos machos formam casais duradouros entre si.

Relações entre indivíduos do mesmo sexo podem diminuir a agressividade e auxiliar na manutenção da coesão socialCasais femininos também são observados. Exemplos comuns são os carneiros selvagens (Ovis canadensis), os bonobos (Pan paniscus) e os albatrozes (Phoebastria immutabilis).

A ocorrência de relações sexuais entre indivíduos do mesmo sexo pode, nesses animais, diminuir as tensões e a agressividade e auxiliar na manutenção da coesão social e no fortalecimento das relações entre indivíduos de uma mesma população.

Esse comportamento pode também auxiliar na criação da prole desses animais, facilitando a alimentação e proteção dos filhotes. É provável que a formação desses casais também confira aos animais proteção contra predadores e um maior sucesso na caça de suas presas. Assim, esse tipo de comportamento estaria associado com um processo de seleção consanguínea.

Uma explicação alternativa alega que esse comportamento diminuiria agressões e conflitos entre sexos. Um exemplo é observado nos peixes mexicanos Girardinichthys multiradiatus, que simulam a aparência de fêmeas para evitar a agressão de machos maiores e, ao mesmo tempo, garantir o acesso a fêmeas.

Uma interação interessante entre indivíduos do mesmo sexo é observada entre cobras-garter (Thamnophis sirtalis parietalis). Nesses animais, alguns machos mimetizam o tamanho, os comportamentos e os ferômonios de fêmeas para poderem atrair outros machos e, assim, obter aquecimento e proteção.


Entre os bonobos, é comum observar a formação de casais femininos (foto: Kabir Bakie – CC BY-SA 2.5). Proteção e aprendizagem
Entre os pinguins antárticos (Pygoscelis antarticus), os carneiros (Ovis aries) e os peixes-zebra (Taeniopygia guttata), as relações entre indivíduos do mesmo sexo são observadas em animais mantidos em cativeiro. Parece que o estabelecimento de condições artificiais e o desbalanceamento sexual desses animais possam ser condições preponderantes para a ocorrência desse tipo de comportamento.

Por outro lado, o estabelecimento de relações entre machos de sapos (Bufo bufo) e de peixes lebistes (Poecilia reticulata) pode ser uma estratégia empregada por animais jovens ou submissos para evitar comportamentos agressivos de indivíduos dominantes.

Esse comportamento pode proporcionar a chance para que machos jovens aprendam com indivíduos mais experientesA ocorrência desse comportamento pode proporcionar a chance para que machos jovens possam aprender com indivíduos mais experientes a arte da corte e outras estratégias associadas à reprodução. Essa prática é observada entre flamingos rosa (Phoenicopterus ruber).

Por outro lado, algumas das interações entre indivíduos do mesmo sexo não podem ser explicadas dessa forma simplista. Contudo, nas últimas décadas a ciência tem começado a desvendar parte dos mistérios associados com as alterações genéticas e fisiológicas associadas com esse tipo comportamento. Curiosamente, as primeiras pistas para a solução desse enigma foram descobertas em um ser vivo bem mais simples que os citados anteriormente: a mosca-das-frutas, ou drosófila.

Pesquisas com moscas-das-frutas indicam que ocorrem várias mutações que afetam os receptores de feromônios sexuais, essenciais para a distinção entre os sexos nesses insetos. Isso pode fazer com que machos e fêmeas cortejem indivíduos do seu próprio sexo, sem perder o interesse por moscas do sexo oposto.

Nessa espécie, uma das alterações mais estudadas ocorre no gene conhecido como genderblind (algo como ‘cego para o gênero’, em inglês), associado com os níveis extracelulares de glutamato. Esse neurotransmissor regula o processamento da informação feromonal nos neurônios cerebrais dos machos de drosófila, e a alteração torna esses insetos incapazes de distinguir indivíduos do sexo oposto.

Assim, as moscas que apresentam a mutação passam a fazer a corte a machos e fêmeas de forma indiscriminada. É interessante notar que a presença de etanol também aumenta o interesse entre machos.


Dois patos-reais machos namoriscando (foto: Mila Zinkova – CC BY-SA). E entre nós, humanos?
No início da década de 1990, causou bastante controvérsia a publicação da pesquisa de Dick Swaab e Michel Hofman, do Instituto de Neurociências da Holanda, examinando as diferenças cerebrais entre homens heterossexuais e homossexuais. De lá para cá, a compreensão da contribuição genética, hormonal, neurofisiológica e social para a orientação sexual humana tem se acumulado.

Alguns estudos que analisam a orientação sexual de gêmeos monozigóticos, dizigóticos e irmãos adotivos indicam que a tendência à homossexualidade possui um componente hereditário e poderia conferir ganhos adaptativos, pelo menos para homossexuais masculinos.

Ainda há enorme desconhecimento em relação a características genéticas e às numerosas influências do ambiente sobre a orientação sexual de cada indivíduoContudo, ainda há um enorme desconhecimento em relação tanto a essas características genéticas quanto em relação às numerosas influências do ambiente sobre a determinação da orientação sexual de cada indivíduo.

Apesar disso, há indícios da ocorrência de uma associação entre a homossexualidade e genes presentes no braço longo do cromossomo X (Xq28). Brian Mutanski, dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH), realizou um estudo com 456 indivíduos de 146 famílias que possuem dois ou mais irmãos homossexuais.

Os resultados indicam que várias regiões dos cromossomos não sexuais também influenciam o comportamento homossexual. Contudo, a equipe de Mutanski não observou uma associação entre a região Xq28 e a homossexualidade.


Dois soldados romanos numa parada gay (foto: Marília Melhado – CC BY 2.0). Outros estudos afirmam que a ocorrência de gestações anteriores de fetos do sexo masculino poderia aumentar a probabilidade da ocorrência de homossexualidade nos próximos filhos homens.

Segundo uma pesquisa realizada por Anthony Bogaert, da Universidade de Brock, no Canadá, os fetos masculinos podem ser expostos a anticorpos maternos antimasculinos, que se acumulariam em gestações múltiplas desse sexo e que, assim, poderiam afetar a diferenciação sexual e o desenvolvimento cerebral dessas crianças.

A associação entre homossexualidade e ativação por feromônios também está no foco de vários pesquisadores, como, por exemplo, Ivanka Salic, da Universidade Kariolisnka (Suécia). Segundo Salic, nos cérebros de homossexuais do sexo masculino, há regiões ativadas em resposta a derivados da testosterona, e que apresentam propriedades similares às dos feromônios.

Apesar da enorme complexidade, algumas hipóteses para as relações entre animais podem ser aventadas para explicar o comportamento entre humanosEm homossexuais do sexo feminino, Salic também observou que há regiões similares ativadas por derivados de estrógenos. Outros pesquisadores também associam o comportamento homossexual com alterações anatômicas em conexões da região cerebral da amígdala.

Apesar da enorme complexidade associada às manifestações comportamentais em nossa espécie, algumas das hipóteses citadas anteriormente para justificar relações homossexuais entre animais podem ser também aventadas para explicar esse comportamento entre os humanos.

Assim, a ocorrência de relações sexuais entre indivíduos do mesmo sexo também poderia, na nossa espécie, estar associada à manutenção da coesão social e no fortalecimento das relações entre indivíduos de uma mesma população. Um possível exemplo desse comportamento seriam as interações entre os guerreiros de Esparta, na Grécia antiga.

A interação entre indivíduos do mesmo sexo como oportunidade para que os jovens aprendam com indivíduos mais experientes também poderia estar associada a comportamentos humanos. Um exemplo para tal também está na Grécia antiga, nas relações entre os discípulos e seus mestres filósofos em Atenas.


Girafas macho na reserva de Ithala, na África do Sul (foto: Luca Galuzzi – CC BY-SA). Sergey Gavrilets e William Rice, da Universidade do Tennessee, nos Estados Unidos, têm estudado os genes que podem influenciar o homossexualismo humano. Esses pesquisadores têm observado que esse comportamento, como seria de se esperar, é bastante complexo e está associado com um grande número de genes. Mas ainda não é possível apontar, para a nossa espécie, razões adaptativas associadas a esse comportamento.

E, para além de eventuais fatores biológicos que possam estar associados à orientação sexual na espécie humana, devemos ter sempre em mente que ela é influenciada também por inúmeros fatores ambientais e pela história de vida de cada indivíduo.

Deve ser compreendido claramente que a homossexualidade na espécie humana é um processo extremamente complexo e delicado de ser estudado.

Esse fenômeno não deve ser tratado como tabu, e deve ser investigado cientificamenteEsse fenômeno não deve ser tratado como tabu, e deve ser investigado cientificamente – sem restrições ou censura – como outras manifestações comportamentais para que possamos conhecer mais profundamente as características que nos tornam humanos.

Nesse sentido, a compreensão dos papéis dos diversos tipos de relacionamentos entre indivíduos do mesmo sexo e a adaptação ecológica e evolutiva das populações nas quais esse fenômeno ocorre pode enriquecer a nossa compreensão sobre como a seleção natural molda as interações sociais, a reprodução e mesmo a morfologia das espécies.


Jerry Carvalho Borges
Departamento de Medicina Veterinária
Universidade Federal de Lavras

terça-feira, 18 de maio de 2010

Guia para empresas familiares

Empresas e pessoas são vitais para o desenvolvimento econômico, mas exite uma situação em que estes dois fatores estão mais próximos e até certo ponto conflitantes.



A mescla de sentimentos, profissionalismo e crescimento é muito complicado no mercado tão competitivo. Bom, observando que existem diversos problemas em empresas familiares como sucessão, decisões e principalmente manutenção do clima organizacional.



Como de costume, encontrei mais uma noticia interessante, um info sobre empresas familiares com diversas dicas e bastante interativo....



http://economia.ig.com.br/empresas/seunegocio/familiar+sim+problematica+nao/n1237618948030.html





Com os agradecimentos para Ig Empresas.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Nova pesquisa de mercado. Será que pega no Brasil?

O consumidor entra na loja, analisa, pega o que tem vontade e sai sem pagar pelo produto. Esse novo conceito varejista, que tem como moeda a opinião do consumidor, chega ao Brasil depois de ser sucesso em países como Japão, Espanha e Estados Unidos.
A primeira loja brasileira desse segmento, a Clube Amostra Grátis, será aberta no próximo dia 11, na Vila Madalena, em São Paulo. No mês seguinte, no dia 29, começa a funcionar, também na capital paulista, nos Jardins, a Sample Central.
A estratégia é a seguinte: indústrias da área de alimentos, bebidas, cosméticos, higiene, vestuário e até de eletroeletrônicos expõem seus produtos que, na maioria, ainda não chegaram às prateleiras do grande varejo. O consumidor leva para casa, experimenta e dá sua opinião. As novidades de eletroeletrônicos, porém, terão de ser "provadas" na loja.
Nas duas lojas, o interessado deverá fazer o cadastro on-line e pagar uma taxa, que será única, de R$ 50, na Clube Amostra Grátis e anual, de R$ 15, na Sample Center. Depois o associado recebe uma carteirinha que dá acesso livre às próximas visitas e já pode consumir os produtos. Na Sample Central, o cliente terá direito a levar até cinco produtos por visita, que devem ser previamente agendadas. Já na Clube Amostra Grátis, são cinco itens por mês.S
erá que pega no Brasil? Não sei, não.

sábado, 24 de abril de 2010

Você Compete com seu Cliente?

Seg, 15 de Março de 2010 17:37 Prof. Luís Sérgio Lico

Há pouco tempo atrás, numa madrugada insone vendo um programa de tv, alguém disse que a Lego lançou uma atualização de um produto campeão, (acho que era o Mindstorms) e acabou recebendo uma série de feedbacks vindos de 20.000 usuários.
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Eles ficaram pasmos, e em uma sinuca, pois as pessoas não estavam só falando. Mas, estavam fazendo alterações e correções em seu produto, que iam desde a formatação do kit de robôs de brinquedo, até modificações nas linhas de código do software gerenciador. Por um momento a empresa ficou sem saber o que fazer, pois pelas teorias clássicas da administração, deixar usuários tomarem o controle do design, oferta e do produto é inaceitável. Além de parecer perigoso só imaginar dar este poder aos consumidores, coisa nunca vista antes, e em tal proporção.

Ficaram, meio sem saber como agir, mas pensaram rápido e decidiram: - Ok! Faremos um acordo. Vocês podem fazer melhorias nos kits e dar sugestões sobre o que querem comprar. Nós empacotaremos e enviaremos para vocês! Um discurso típico da nova onda de caudas longas na economia? Não, só isso, mas uma postura inteligente pois reconheceu que a paixão demonstrada por modificar e inovar com o produto da companhia era tão grande e o volume de interessados significativo ao ponto de fazer o que eles desejavam. Daí nasceram linhas de produtos desenhadas, montadas, inventadas e alteradas pela comunidade de usuários. Um sucesso sem precedentes na carreira da Lego e um exemplo de como utilizar a força criativa dos admiradores para ganhar mercado. Aliás, eles tem até modelos criados por jovens fãs em exposição no site.

Como contraponto, temos a história da Sony e de seu cão robô, Aibo, que no início teve uma reação radicalmente diferente à criatividade e sugestão de um fã. Um usuário conseguiu quebrar o código que controla o robô canino e o fez dançar ao som de uma música que não era aquela que já vinha programada de fábrica. Além disso, apresentou a novidade à companhia, que não teve dúvidas: Processou o herege infiel que ousou desafiá-la. Hoje o cão dança e ninguém comenta mais nada (mesmo porque as vendas cairam muito). No entanto, deixaram claro a sua postura de lavoura arcaica como corporação: não largam o osso e ponto final. Resumo: os usuários devem aguardar nossas inovações e não devem ter a impertinência de propô-las. Lamentável... Desliguei a Tv e fiquei rabiscando intuições voláteis.

Eis um panorama da mudança radical os procedimentos de relacionamento com o mercado e inovação onde cada vez existem mais líderes anônimos que possuem uma capacidade enorme de melhorarem nossos produtos e serviços e que não damos conta em nossas rotinas. Só que isto ainda não "aparece" aos céticos das agências de marketing, pois suas metodologias de pesquisa estão longe de "achar" estes usuários, que não trafegam nos clusters onde se respondem questionários, e provavelmente não estão no mailing list dopado das agências. Seus questionários tão somente recolhem opiniões e isto significa que tratam o cliente ou usuário final como uma figura passiva, que deve aguardar as soluções das empresas e depois ser bombardeado massivamente pela propaganda para consumir e consolidar um mercado, em suma, deve esperar o produto ou serviço e não deve ser estimulado a propor soluções que não são as nossas.

Alôôôu! Acordem logo, pois os targets que vocês vêem e ouvem podem não ser seus clientes ou os clientes de seus clientes, mas apenas pessoas que opinam sobre algo que lhes foi perguntado. Quantas vezes as pesquisas são fidedignas? Quantas vezes o entrevistador fala:

- Olha diga que consome esta marca, porque não encontramos ninguém no seu perfil e precisamos fechar o projeto. A realidade das percepções não é a verdade do mercado. Cuidado com os axiomas fáceis quando se trata de consumidores. Eles tem suas vontades e muito mais, coisa que as empresas fabricantes e fornecedores nem sequer desconfiam ou se dão ao trabalho de suprir suas necessidades de consumo. Hoje existem outras forças e diferenciais a ser considerados.

Por outro lado, quem se dispõe a procurar estes verdadeiros formatadores de opinião e, em sua esteira aceitar modificar ou aceitar as mudanças sugeridas, além de encampar múltiplas formas de ouvir seus conselhos, está do lado desta nova onda de mercado. Não precisa muito é só desligar os filtros das organizações e deixar soar o alarme do bom senso. Quem já tentou dar uma sugestão a uma grande companhias sabe do que falo, da imensa estupidez dos atendentes (naturalmente dos líderes de atendentes e por aí vai, num crescendo.) que são doutrinados a dizer apenas palavras vazias de sentido: - Lamento, está fora das políticas da companhia. Vou estar encaminhando a sugestão ao departamento responsável e tantas outras perdas e custos. (sic)

Só que existe lá fora um exército de consumidores e end users fans, que poderiam passar semanas ajustando e arrumando falhas nos projetos e produtos de nossas empresas, apenas pelo prazer de ter alguma coisa realmente funcional em suas casas. Exemplos não faltam: Que tal um DVD-RW que permita você assistir outro canal quando está gravando um programa? Um software de gestão que não precise de módulos adicionais e possa sugerir relatórios consolidados e gerar dashboards, ao invés de dar apenas inúteis listagens? Um programa de emails que realmente gerencie seus grupos de contato, interaja diretamente com aplicativos diversos e permita edição avançada de texto e imagens? Melhor: que possa ser programado pelo usuário, a partir de esquemas internos intuitivos e friendly use?Quanto custaria desenvolver estas soluções? E se alguém já tem isto pronto e apenas não consegue falar conosco? O que nós não sabemos sobre tudo isso? 20.000 hackers são bons ou ruins para o negócio? São bons se eles gostam de seu negócio!!

A ganância monopolista, toyotista ou keynesiana não enxerga fontes de lucro, senão naquelas oriundas do controle autocrático e esta é a dura lição que as mega corporações irão aprender em breve, ou seja ouvir: não mais aguentamos ter produtos e serviços padronizados por mínimos denominadores comuns. Queremos diversidade e funcionalidade integrada, além de certo ponto de customização e compartilhamento. Não queremos comprar algo de alguém com quem não conseguiremos contato no pós-venda. Está nascendo uma nova dimensão do consumo, dentro dos mesmos mercados. No entanto, ainda são poucos os que enxergam as imensas possibilidades destes nichos e vertentes, tendências e realidades da nova economia mundial.

É preciso urgentemente parar de competir com seus clientes e começar a ouví-los. Mas não este ouvir que parece mais uma ladainha escapista. Não se trata mais de resolver pontualmente um problema ou oferecer a reposição, e sim descobrir o que está por trás e desenvolver ofertas. Ouvir significa entender além do que as palavras querem dizer. Você está pronto para isto? Quer diversificar e conseguir mais que bater metas, atingir um branding positivo e eficiente? Ou vai continuar disputando com quem sabe muito mais de seu produto ou serviço que você? Nesta queda de braço, o consumidor pode estar bem distante das garras de seus altos investimentos em divulgação. É preciso colocar-se à salvo e conquistar lealdade, não basta apenas oferecer.

Think about it!

Luís Sérgio Lico é Palestrante e Conselheiro Organizacional. Mestre em Filosofia e Especialista em Gestão do Comportamento. Autor dos Livros: O Profissional Invisível e Fator Humano. www.consultivelabs.com.br

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Os lobos das pesquisas eleitorais

Recebeu pouco destaque na semana passada uma inusitada polêmica sobre os resultados das pesquisas eleitorais para a Presidência da República. Digo inusitada porque não se esperava que tanto tempo antes do primeiro turno das eleições que um dos lados revelasse tamanha perda de isenção.

O ponto de discórdia foram os resultados destoantes que o Instituto de Pesquisas Datafolha apresentou na corrida presidencial, com o tucano José Serra à frente (36% de intenção de voto) e a ex-ministra Dilma Rousseff nove pontos percentuais atrás (27%). Os dados referem-se a um levantamento feito no final de março, mas foram praticamente repetidos em meados de abril pelo Datafolha (Serra com 38% e Dilma com 28%).

Os números dos dois levantamentos são altamente contraditórios com a tendência verificada por todos os institutos em pesquisas anteriores, inclusive pelo Datafolha, que apontara em fevereiro 32% para Serra e 28% para Dilma, resultados que consolidavam a aproximação constante e consistente de Dilma registrada desde março de 2009.

A situação foi reforçada pelo Vox Populi no final de março deste ano (Serra 34% e Dilma 31%), mas também pelo Sensus no início de abril (Serra 32,7% contra 32,3% de Dilma). Ambos traziam um cenário de empate técnico, algo esperado pelos analistas.

Diante da divergência numérica, a Folha de S.Paulo, jornal do grupo do Datafolha, adotou comportamento altamente questionável para justificar seus números destoantes: passou a jogar suspeitas sobre o trabalho realizado pelos dois institutos de pesquisa concorrentes.

Em matérias com grande espaço no jornal e em notas de colunas, o Vox Populi e o Sensus viraram alvos da Folha. O primeiro passou a ser, nas linhas do jornal, suspeito de usar uma ordem de perguntas que poderia, supostamente, direcionar as respostas dos entrevistados. O segundo passou a ser criticado por um erro no registro do contratante da pesquisa.

Mas notem que até aquele momento a metodologia do Vox Populi não havia sido alvo de questionamentos. E não poderia ser, pois os resultados eram semelhantes aos apresentados por outros institutos, fato que confirma a correção com que o Vox Populi realizou seu trabalho. Da mesma forma, é leviana a insinuação de que o Sensus comprometeu seus resultados porque errou o nome do contratante, quando o que importa é a metodologia aplicada.

Qualquer analista de pesquisa sério que observe os dados apresentados por todos os institutos do último ano ficará intrigado com os números trazidos pelo Datafolha. Simplesmente porque há uma máxima analítica que diz ser necessário olhar a trajetória dos candidatos, não o resultado em si. Ora, a trajetória clara na disputa eleitoral é de estagnação e princípio de queda de Serra e crescimento de Dilma.

Ao contrário do que tentou propalar a Folha, as suspeitas recaem sobre o Datafolha, não sobre os seus concorrentes. É lógico que existe a possibilidade de o Datafolha ter indicado uma nova tendência, ainda não captada pelos demais institutos, mas é preciso que a mesma se confirme nos próximos dois meses.

Não nos esqueçamos, contudo, que a Folha fez questão de publicar em fevereiro que, embora a margem de erro fosse de dois pontos percentuais, os 32% de Serra contra os 28% de Dilma não era uma situação de empate técnico porque a chance de ambos com 30% era estatisticamente improvável. Ou seja, recorreu a instrumento estatístico inédito para justificar a opção por não levar à manchete o empate entre os candidatos.

Lembremos também que foi a Folha que publicou, em 1998, na semana das eleições e no dia da votação, pesquisa Datafolha para o Governo de São Paulo com o ex-governador Mário Covas bem à frente da candidata do PT, Marta Suplicy. Abertas as urnas, verificou-se que Marta quase foi para o segundo turno no lugar de Covas.

Esse conjunto de fatores provocou reação do Vox Populi e do Sensus, além de reparos também por parte da Abep (Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa). Afinal, o adequado seria um debate profundo de metodologias e de resultados, não a tática de jogar suspeita sobre os concorrentes. Mas talvez o jornal soubesse que esse debate daria razão ao Vox Populi e ao Sensus.

Aos eleitores —e leitores—, vale o alerta do episódio: a campanha eleitoral será recheada de supostas controvérsias plantadas com o objetivo de evitar o real debate a ser feito no país, o das realizações no Governo e dos projetos para os próximos quatro anos. Neste 2010, há mais lobos em peles de cordeiro do que podemos imaginar.

José Dirceu, 64, é advogado e ex-ministro da Casa Civil


quinta-feira, 22 de abril de 2010

Dia Mundial da Terra - É hoje - entre nesse movimento

Olá todos,

Sem post e sem desculpas, peço sinceras desculpas, mas aproveitando o tempo comunico que não esqueci do Dia Mundial da Terra (22.04.2010 as 21h30min).

Participem e espalhem essa semente...

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Microsoft Visual Studio 2010 Ultimate x86





Visualize melhor seu espaço de trabalho com o novo suporte para vários monitores, o desenvolvimento avançado para a Web, o novo suporte para desenvolvimento do SharePoint com muitos modelos e Web Parts e possibilidade de desenvolver para qualquer versão do .NET Framework num mesmo ambiente. Prepare-se para liberar sua criatividade.

O Microsoft Visual Studio 2010 Ultimate é um conjunto completo de ferramentas de gerenciamento de ciclo de vida do aplicativo para equipes para garantir resultados de qualidade, desde o design até a implantação. Seja para criar novas soluções ou aperfeiçoar aplicativos existentes, o Visual Studio 2010 Ultimate permite que você dê vida a suas ideias através de um número cada vez maior de plataformas e tecnologias — incluindo computação paralela e em nuvem.

Elimine o problema de "não reprodução" com o IntelliTrace

O novo recurso IntelliTrace torna a questão da “não reprodução” coisa do passado. Os testadores podem arquivar bugs ricos e acionáveis com informações do sistema e até mesmo incluir um instantâneo do ambiente. O modo como os desenvolvedores podem reproduzir o bug reportado no estado em que foi encontrado.

Entenda a arquitetura existente

O Architecture Explorer ajuda você a entender e expandir o valor de seus ativos de código existentes e suas interdependências. Você pode produzir modelos detalhados de como exatamente um aplicativo é construído e explorar áreas específicas para obter um entendimento mais profundo.

Garanta a conformidade arquitetônica

Use o novo diagrama em camadas para definir e comunicar a arquitetura de aplicativo lógica e para validar artefatos de código na arquitetura necessária. Os diagramas em camada ajuda a manter seus esforços de desenvolvimento na linha para que seu aplicativo corresponda à sua visão original.

Adote o teste manual

O Visual Studio Test Professional 2010, parte do Visual Studio 2010 Ultimate, fornece uma ferramenta única para capturar e atualizar requisitos de teste, automatizar navegação de testes manuais e agilizar a correção e aceitar o ciclo capturando todo o contexto do teste. Isso oferece aos desenvolvedores tudo que precisam para garantir que cada erro seja reproduzível.

Seja proativo no gerenciamento de projetos do Agile

O Visual Studio 2010 Ultimate foi otimizado para corresponder ao processo de desenvolvimento iterativo atual com recursos que ajudam o usuário a permanecer produtivo e a reagir aos possíveis riscos antes que eles aconteçam. Você pode monitorar a integridade do seu projeto usando relatórios que são gerados automaticamente. Além de gerenciar a capacidade de seu projeto com dados históricos e documentos de planejamento arquitetados no Microsoft Excel.

Requisitos do sistema

O Visual Studio 2010 pode ser instalado nos seguintes sistemas operacionais:

• Windows XP (x86) com Service Pack 3 - todas as edições, exceto Starter Edition
• Windows Vista (x86 e x64) com Service Pack 1 - todas as edições, exceto Starter Edition
• Windows 7 (x86 e x64)
• Windows Server 2003 (x86 e x64) com Service Pack 2
• Windows Server 2003 R2 (x86 e x64)
• Windows Server 2008 (x86 e x64) com Service Pack 2

Arquiteturas compatíveis:

• 32 bits (x86)

Requisitos de hardware

• Computador com processador de 1.6GHz ou superior
• 1024MB de RAM
• 3GB de espaço em disco disponível
• Unidade de disco rígido de 5400 RPM
• Placa de vídeo compatível com DirectX 9 que seja executada em uma resolução de vídeo de 1280 x 1024 ou superior
• Unidade de DVD-ROM

Tamanho: 2,23 GB
Formato: Rar
Facilidade de Uso: 9
Interface Gráfica: 10
Número de Mídias: 1 DVD
Idioma: Inglês

Dia Mundial da Terra - dia 22/04/2010 as 21:30

Prezados Leitores,

Gostaria de comunicar-lhes que na próxima semana, exatamente no dia 22/04/2010 as 21h30min estarei juntamente com meus familiares participando do DIA MUNDIAL DA TERRA, a minha participação foi incentiva após ouvir e assistir comerciais de rádio e tv afirmando o poder da união mundial em prol de uma boa causa, não quero levantar bandeira socialista nem política, mas acredito que muitas pessoas possam provar que uma idéia tem poder e principalmente pode modificar a forma de tratarmos nosso planeta.

Então se você não poderá participar desse dia, ao menos colabore diariamente com uma boa ação de não jogar lixo no chão, tenha a consciencia de evitar o fumo e a queimada legal ou ilegal (acho ridículo quem acredita que existem queimadas legais) e utilizar os recursos da melhor maneira possível (nossa água, energias, combustível, etc).

No mais deixo um salve a todos que estão visitando, adoraria responder a comentários...participem!!

O que acha do dia mundial do planeta???

Imagine a energia economizada neste minúsculo 01 minuto de luzes apagadas? Temos futuro com idéias socio-ambientais ou os paises ricos e poluidores nçao mudaram sua idéia de meio-ambiente?

Vlw

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Dica de Livro

Compensando a ociosa Terça-feira sem post. Segue esta dica de livro imperdível:

Gerenciamento de Projetos
Bonnier Utbildning 2008 168 páginas ISBN

Gerenciamento de Projetos destina-se a todos os que trabalham com gestão de projetos, gestão de programa ou de gestão de carteiras.

O livro cobre todas as áreas de um gerente de projeto deve comandar profissionalmente para executar projetos e programas de gestão. Graças a disposição clara e pedagógica do livro, sem prévio conhecimento em gerenciamento de projetos é necessária para tirar proveito do conteúdo.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Mando um salve........SALVEM NOSSA SOCIEDADE

Deixo aqui minhas condolências as vítimas das chuvas nestes últimos dias, nós brasileiros não estamos acostumados a viver em meio a catastrofes principalmente porque nosso espírito é repleto de alegria e principalmente esperança de mudanças. No entanto, estas mudanças tão desejadas não acontecem na velocidade suficiente para evitar certos choques.
Infelizmente estes choques são pseudonimos para diversas mortes e acidentes ambientais que poderiam ser sanados com uma boa gestão municipal, estadual ou federal em saúde, habitação, segurança e respeito aos direitos dos cidadãos.
Com relação aos cidadãos, sejamos sinceros e honesto, são os maiores prejudicados, pois convivem com dois lados da moeda, a felicidade e satisfação de ter seus pedidos encabeçando uma lista de prioridade de políticos e o outro repleto de caos e desigualdade quando uma minoria política decide que a prioridade é definir quanto será destinado a cada político para administrar o dinheiro do pré-sal, ao invés de decidir um adicional aos investimentos em saúde, habitação e educação.
Educação, ferramenta utilizada por países em crise ou em desenvolvimento para sanar potenciais ou reais problemas economicos e sociais. A exemplo da Coréia do Sul, Japão, Alemanha, França, Índia, no entanto poucas vezes se vez tamanha ausência de poder de liderança e imediatismo contra uma crise tão alarmante.
A crise agora não é economica, mas tem a mesma analogia de iceberg, estamos vendo somente 10% do problema, os outros 90% estão submersos e deixados de lado pela midia e os "nossos excelentíssimos políticos". Ai vem uma questão: O que faremos para massificar a recuperação nacional e os tão valiosos índices de desenvolvimento humano? Será que somos um país que têm condições de ser da cúpula do G7, cadeira cativa em fórum mundial disso daquilo, ou assinante de tratado de redução de armas químicas?
Reflitam e comentem

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Cresce abertura de microempresas

Aniele Nascimento/ Gazeta do Povo
No ano passado, 15% da população adulta tinha algum tipo de pequeno negócio, a maioria por enxergar uma boa oportunidade



Com a experiência de sua confecção, Luciana
Bechara decidiu investir no comércio virtual

Publicado em 07/04/2010 André Lückman

O número de empreendedores no Brasil cresceu quase 30% em 2009 em um movimento que, apesar da crise, manteve a tendência de melhora na qualidade dos pequenos negócios. Isso porque, segundo os dados da pesquisa internacional Global Entre­preneurship Monitor (GEM), o chamado “empreendedorismo por oportunidade” teve seu quarto ano seguido de crescimento, chegando a 9,4% da população adulta, contra 8% em 2008.

O levantamento classifica os negócios de acordo com a qualidade – enquanto os formados por uma oportunidade têm maiores chances de crescer, aqueles criados por necessidade normalmente refletem uma aposta mal planejada, causada pela falta de emprego. No ano passado, o volume total de empreendedores passou de 12% para 15,3% da população adulta, ou seja, mais de 15 em cada cem brasileiros adultos tocavam algum negócio. O volume de empreendimentos por necessidade subiu de 4% para 5,9%.

“Em um mundo ideal, não haveria empreendimentos por necessidade”, diz o diretor técnico do Sebrae nacional, Carlos Alberto dos Santos. Ele avalia que a crise, apesar de ter contribuído para um aumento na taxa de abertura de negócios por necessidade, não inibiu empreendedores que montam empresas com um bom planejamento.

Hedeso Alves/ Gazeta do Povo

Toque feminino
Mulheres abrem 53% dos negócios

A pesquisa GEM 2009 mostrou, pela primeira vez, que a proporção de mulheres empreendendo por oportunidade supera a de homens, com 53% do total. São negócios como o das sócias Lala Organ, que é administradora, e Anauila Timoteo, engenheira. Elas decidiram trazer para Curitiba um serviço consolidado no mercado norte-americano, mas ainda incomum no Brasil: o de “organizador pessoal”.

As sócias Lala e Anauila abriram uma empresa de organização pessoal

Com o mote “nós fazemos o que você não tem tempo de fazer”, elas oferecem serviços para pessoas que consomem a maior parte do dia trabalhando, e não têm tempo de resolver pequenas coisas do cotidiano. Entre as missões de confiança aceitas pela dupla estão escolher e comprar um presente para uma pessoa querida, fazer compras de supermercado, acompanhar prestadores de serviço em uma tarefa doméstica ou mesmo assessorar e organizar mudanças de residência. A empresa com nome de Mr. Time também presta uma consultoria mais ampla dentro da organização dos espaços de casa, como a readequação de residências para moradores idosos. “Hoje praticamente todas as pessoas gostariam que a vida tivesse mais horas, porque o volume de tarefas é muito grande. A questão primordial do nosso serviço é se encaixar nessa falta de tempo para cuidar da vida pessoal”, explica Lala.

“Há boas expectativas de que os negócios de oportunidade continuem ganhando espaço e que neste ano haja uma redução na quantidade absoluta de novos empreendimentos, refletindo queda da necessidade. A taxa total deve voltar para a casa dos 13% da população adulta, dentro da média histórica do país”, diz.

A coordenadora da GEM no Brasil, Simara Greco, avalia que os efeitos mais pulverizados da crise no Brasil contribuíram para o quadro positivo. “A crise passou pela gente mais de leve do que em economias maduras”, diz. Mas o país ainda precisa evoluir para atingir o nível de qualidade do empreendedorismo visto em lugares como os Estados Unidos, onde são abertos três negócios por oportunidade para um criado por necessidade. No Brasil a relação fica em 1,6.

Novo negócio

A microempresária Luciana Bechara Wichert é um exemplo de empreendedor que enxergou uma oportunidade em meio às incertezas da economia em 2009. Sua empresa, a Be Little, fabrica roupas infantis há sete anos, mas Luciana decidiu investir em um novo negócio, o comércio virtual. Ela contratou uma pesquisa de mercado, que apontou que o segmento de roupas para bebês ainda era inexpressivo no varejo virtual. “Vimos que o negócio tinha chance de prosperar”, diz.

Luciana conta que tinha receio por causa do momento da economia. “Tínhamos medo porque ninguém sabia o que ia acontecer. Mas não arriscamos muito: um planejamento cuidadoso e uma pesquisa de mercado nos deu segurança para investir”, diz. Segundo Wichert, em fevereiro de 2009 o site entrou no ar, e em seis meses o faturamento do departamento virtual recuperou seu investimento de R$ 30 mil para desenvolver o projeto. Em um ano, já dava lucro, e hoje tem oito funcionários.

Novatos inovam e exportam pouco

A coordenadora da pesquisa GEM no Brasil, Silmara Greco, confirma que a taxa recorde de empreendimentos de oportunidade é motivo de comemoração nacional, mas não se sustenta sozinha. “Os índices de inovação ainda são muito baixos, a perspectiva negativa de exportação está batendo no teto e os empreendimentos ainda precisam gerar mais empregos”, diz.

Segundo a pesquisa, entre os empreendedores iniciais apenas 5,4% fazem produtos ou serviços verdadeiramente inovadores. Outros 11,1% estão em uma faixa em que são apenas parcialmente novos, e os demais 83,5% não oferecem novidade alguma em seus produtos ou serviços. A baixa expectativa de exportação também está em destaque na série histórica da GEM. Apenas 10,5% dos novos empreendimentos têm expectativas de competir com seus produtos ou serviços fora do Brasil.

O presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, ressalta a importância de analisar a qualidade da inovação além da taxa isolada de empreendedorismo. “Obser­vamos que em termos quantitativos o Brasil vai muito bem, mas ainda precisamos melhorar em termos qualitativos”, avalia. Se­­gundo ele, há outro avanço que ficou de fora da pesquisa: a mortalidade das empresas no primeiro ano de atividade caiu de 45% para 22%.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Pesquisador precisa ser mais estratégico e menos técnico

Notícia divulgada no site Mundo do Marketing, em 22 de março, sobre apresentação do CEO do IBOPE Inteligência, Nelsom Marangoni, durante o 4º Congresso Brasileiro de Pesquisa

Pesquisador precisa ser mais estratégico e menos técnico. O modelo de pesquisa adotado pelas empresas no Brasil e o caminho a ser seguido por elas inspirou a apresentação de Nelsom Marangoni, CEO do IBOPE Inteligência, no 4º Congresso Brasileiro de Pesquisa. As mudanças do mercado estão em ritmo mais intenso do que há dez anos, o que contrasta com a lentidão das empresas de pesquisa. Porém, o que ainda predomina nestas companhias é o foco em produtos e processos.

A natureza técnica dos profissionais de pesquisa é uma das mudanças mais importantes no posicionamento da atividade. Em outras palavras, é preciso ser mais ousado, flexível, criativo e, fundamentalmente, mudar o foco nos processos para o foco no cliente e nos seus negócios. Esta mudança é lenta, e os motivos são, principalmente, a não superação da auto-imagem profissional desfavorável, já que os profissionais de pesquisa são vistos como prisioneiros dos padrões técnicos, possuem relação simbiótica entre qualidade e ética e o foco excessivo no financeiro.

O estudo “Pesquisa no Brasil: Estamos mudando para a direção desejada?” mostra que para os profissionais de comunicação, entre 2004 e 2010, não houve mudança nos critérios para a escolha de uma empresa de pesquisa. As métricas avaliadas ainda são baseadas em preço, excelência na operação, foco no cliente, métodos sofisticados, expertise em marketing e capacidade de projetos grandes e complexos.

Porém, novos aspectos são percebidos em evolução como a integração de informações, pesquisa via internet, utilização de redes sociais e analises de redes sociais. “Atualmenbte temos que entregar conhecimento aos clientes. Poucos estão atendendo este quesito, mas isto já é uma evolução, mesmo que ainda estejamos longe do ideal”, afirma Marangoni.

A pesquisa mostra que os clientes vão continuar investindo em pesquisa, mantendo o mesmo valor ou até aumentando a verba. Para Marangoni este é um alerta para o perigo da falsa impressão de que está tudo bem. “Mesmo assim, precisamos fazer diferente. Já mudamos um pouco, mas os nossos clientes continuam querendo uma maior contribuição das empresas de pesquisa”, conclui o CEO do IBOPE Inteligência.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Projeto Carona Brasil - Condomínios Sustentáveis

Prezados leitores,

Nesta manhã ao ler meus e-mails, notei que tinha um e-mail até então desconhecido, mesmo assim, fui dar uma olhada na hipótese de ser um spam. Para minha surpresa, a mensagem trazia consigo um princípio - Programa Carona Brasil - condominios sustentáveis.

Apesar de apresentar uma empresa, a mensagem é bem mais que isso, ela apresenta o poder do cidadão em ser mais consciente, participativo e integrado as mudanças ambientais.

Todos sabem que a agitação da vida moderna nos força a deixar de lado valores ou atitudes distantes do nosso dia-a-dia. Bom, será que podemos ser socialmente corretos (conceito moral baseados em valores de cidadania, cuidados ao meio ambiente e ética, até então pessoais que gostaría de compartilhar) e aplicar tais atitudes diariamente?


Deixo a cargo dos caríssimos leitores deste blog, a missão de entrar no site e ler o conceito de negócio desta organização até então fundamentada no campo das idéias certo ponto utópica para alguns, formaliza-se como uma forte tendência para as metrópoles tupiniquins.

O PROJETO

O Carona Brasil é uma solução sócio-ambiental e uma alternativa para o trânsito e a emissão de poluentes no meio ambiente, que utiliza a Internet conectando pessoas que querem uma melhor qualidade de vida viajando acompanhadas. Os caronistas do Carona Brasil podem adicionar seu destino online e pesquisar por caronas oferecidas e compartilhar viagens com outros membros.

Fundado em 2008 por dois empresários das áreas de construção civil e da indústria, com o propósito inicial de aumentar a taxa de ocupação dos milhões de veículos que trafegam apenas com o motorista, encorajando e disponibilizando uma ferramenta online para as pessoas compartilharem suas jornadas de carro.

O sucesso do Carona Brasil consiste em um portal com uma rede nacional online com uma ferramenta de busca de última geração, conectando e ajudando milhares de pessoas a compartilhar seus carros.

O Carona Brasil desenvolveu com sua equipe e parceiros um sistema de transporte inovador para assegurar uma solução sustentável sob medida para garantir e dar suporte a variadas comunidades.

Nosso projeto envolveu muitas horas de trabalho e disponibilizamos uma solução mais eficiente de transporte ajudando pessoas a achar companhia para compartilhar seus carros e oferecendo sustentáveis sistemas de viagem.

Para maiores informações: http://www.caronabrasil.com.br/index.php

Ressalto que o blog não tem qualquer ligação comercial com a empresa Carona Brasil, o intuito é de fomentar novas idéias de negócio e discutir seus impactos no mercado.

Então, será que essa moda pega? Acreditam no crescimento dessas soluções customizadas?

Comente.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Boa PÁSCOA e comam chocolate por mim..

Pessoas, A páscoa é uma época de reencontrar amigos, abraçar irmãos, beijar os pais e acolher os inimigos....abram seus corações e boas festas

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Pesquisa aponta que bebida típica do Sul faz bem ao coração

Estudo diz que chimarrão pode reduzir taxa de colesterol e de triglicerídios

Apreciadores do chimarrão, bebida típica do Rio Grande do Sul, ganharam um novo argumento para defendê-lo na polêmica científica sobre os seus efeitos. Pesquisadores do Centro Universitário Feevale, do município de Novo Hamburgo, atestam que o mate - como também é conhecido o chimarrão - , além de estimulante, faz bem ao coração.

O trabalho desenvolvido pela biomédica Rejane Giacomelli Tavares aponta que o uso de cem gramas de erva-mate por dia pode causar a diminuição de 29% nos níveis do colesterol e de 62% nos triglicerídios. Segundo a pesquisadora, quanto mais altos esses níveis, maior o risco de doenças cardíacas. A análise foi feita em ratos. Cobaias tratadas com um extrato semelhante ao chimarrão do gaúcho tiveram os indicadores reduzidos.

– Nós sabíamos que, quimicamente, a erva-mate é muito parecida com o chá verde que tem esses efeitos de diminuição. Queríamos saber se a erva-mate também tinha. Por terem uma semelhança química, elas poderiam mesmo ter essa relação – relata a pesquisadora.

Rejane considera a cultura gaúcha como um sinal de que a erva-mate funciona mesmo.

– O gaúcho, mesmo com o hábito da carne gorda do churrasco, não tem o índice tão alto de triglicerídios. Pode ter aí a influência do chimarrão – diz.

A pesquisadora alerta que para quem tem uma dieta normal o efeito pode não ser tão marcante. Ele foi feito direcionado a uma dieta específica. A eficácia também pode não ser a mesma para pacientes com altos índices de colesterol por disfunção genética e com uso controlado de medicação.

Com cuidado redobrado com a saúde após um susto em 2005, o comerciário Hélio Dirceu Fernandes, 62 anos, saúda os efeitos positivos da erva-mate que o acompanha a vida inteira.

– Tenho o chimarrão como um companheiro. Se apontam que ele é saudável, melhor ainda. Ele é meu vício. Se ele não me ajuda, pelo menos nunca me prejudicou – diverte-se.

terça-feira, 30 de março de 2010

Como terminar o que você começou

Este artigo é uma tradução do original “How to Finish What You Have Started“, escrito por Henrik Edberg.
Feito por Carlos Filho.

Deixe de perfeccionismo
Talvez o meu maior defeito, e o seu, mas você teima em lapidar tudo até que esteja “perfeita”. O problema é que muitas vezes pensamos essas coisas nunca estão.

Portanto você tem que encontrar o equilíbrio entre aquilo que deseja e a vontade de melhorar, até porque esse desejo pode ser excessivo.

Encontrei esse balanço através da experiência.

Também é importante saber que nem sempre tudo será perfeito. A busca por essa “perfeição” pode ser perigosa, e pode ser que nunca se veja como um realizador bom o suficiente.

Você precisa colocar sua tolerância a um padrão não humano. E dessa forma se sua autoestima estiver baixa, seus resultados serão muito bons.

Portanto, aprenda a focar em ser progressivamente mais coerente ao invés de tentar ser perfeito.

Entenda que o suficientemente bom é bom o suficiente. E isso vale tanto para seu trabalho como para você.

Estabeleça prazos
Meses atrás, estabeleci um prazo para terminar meu livro. Percebi que só trabalhando nele até o final não funcionaria, porque sempre aparecia um ou outro item para ser acrescentado. Então foi melhor definir um prazo. Claro, devo ter passado um ou dois dias, mas só assim consegui concluir boa parte do que queria e consegui publicar.

Fazer isso me colocou a corda no pescoço de tal maneira que minha necessidade de ajustar e aperfeiçoar o material acabou ficando em segundo plano.

Limite-se de todas as formas
Quando está no final de um projeto ou tarefa, muitas vezes se sente livre para se deixar perder na atenção. Ao estabelecer limites de quantas vezes vai checar seus emails, comunicador instantâneo, quanto tempo gasto em redes sociais e fóruns, você vai desenvolver hábitos automáticos de controle de tempo e nem vai perceber como será mais produtivo.

Ao incorporar esses limites ao seu estilo de vida, vai se tornar menos propenso a se distrair durante a realização do trabalho, e vai manter seus olhos naquilo que é de fato importante.

Esvazie a mente, não crie soluções complicadas para aquilo que é simples
Entenda que boa parte do processo está na sua mente, e sua perspectiva determina o quão importante algo vai ser.

Os pontos fundamentais do trabalho, assim como seus próprios relacionamentos são na verdade, baseados na sua mente. Entender que algo é simples ao invés de “complicado” ajuda sua percepção da facilidade que é a sua solução. Incentive relacionamentos saudáveis à si mesmo ao invés de ver o que as pessoas podem fazer por você.

Estabeleça padrões de pensamento, tais como:

“Honestamente, não estou complicando isso?” e

“Qual é a solução mais simples e direta para meu problema?”

segunda-feira, 29 de março de 2010

Dicas de Livros

Métodos e Técnicas de Pesquisa Social

Os levantamentos constituem a modalidade de pesquisa mais difundida no campo das Ciências Sociais e correspondem à maioria das pesquisas desenvolvidas por alunos dos cursos de graduação em Ciências Sociais, Psicologia, Pedagogia, Serviço Social e Comunicações.

Este livro constitui um manual de procedimentos básicos para o desenvolvimento de pesquisas sociais, sobretudo daquelas que são definidas como levantamentos. Diferentemente dos textos convencionais que têm como objetivo tratar exaustivamente dos mais diversos métodos e técnicas de pesquisa social, ou dos que objetivam constituir-se em obras introdutórias à metodologia científica, ou dos que sintetizam os procedimentos necessários à elaboração de trabalhos universitários e relatórios de pesquisa, este livro apresenta algumas peculiaridades que fazem dele uma obra significativa: trata dos problemas fundamentais das Ciências Sociais e de seus métodos, proporcionando os elementos necessários para a sua caracterização no quadro geral das ciências. A opção por privilegiar o ensino dos procedimentos necessários à realização de levantamentos baseia-se em sólida experiência do autor no ensino de Métodos e Técnicas de Pesquisa.

Em síntese, a obra trata da natureza da Ciência Social, dos métodos das Ciências Sociais, da pesquisa social, da formulação do problema, da construção de hipóteses, do delineamento da pesquisa, da operacionalização das variáveis, da amostragem na pesquisa social, da entrevista, do questionário, das escalas sociais, dos testes, da utilização de documentos, da análise e interpretação, do relatório de pesquisa.

Editora: Atlas Autor: ANTONIO CARLOS GIL
ISBN: 9788522451425 Origem: Nacional
Ano: 2008 Edição: 6
Número de páginas: 200 Acabamento: Brochura
Formato: Médio

sexta-feira, 26 de março de 2010

Gerenciamento de Projetos e a Multidisciplinaridade

Bom dia a todos!!!!

Fiquei pensando o que postar nesta sexta-feira (26/03/2010), então pensei em escrever sobre um debate que ocorreu na disciplina Tecnologia da Informação do MBA em Gerencia de Projetos.
Prefácio: O mercado de Gerenciamento de Projetos é muito concentrado em projetos que envolvem duas macro-áreas: Informática e Engenharia. Seja em número de projetos, seja em ofertas de trabalho. A explicação é que são áreas inegavelmente fundamentadas em processos de precedência, requisitos extremamente técnicos e possuem diversos riscos e grande influencia de situações externas.

Conhecendo esse cenário, a principal questão foi como se utilizar de opinião especializada visando uma maior eficácia do projeto, ou seja, como o gerente do projeto pode maximizar seus benefícios com uma opinião externa ao projeto?

A partir daí, foram levantados todos os benefícios e principalmente as melhores situações do seu uso, são elas:

• Segurança e Credibilidade ao projeto em reuniões com stakeholders;
• Direcionamento ao Gerente de projetos em momentos críticos;
• Fortalecimento a análise multidisciplinar das decisões.

Neste último item, é que surgiu nossa maior discussão:

Até que ponto o Gerente de Projetos deve ser especialista ou multidisciplinar? Como balancear seus benefícios?

Deste ponto em diante, surgiram duas correntes discutíveis:

(01ª) Trata que o gerente de projeto deve ser especialista na área do projeto ao qual foi designado, ou seja, um projeto de construção civil, o mesmo deve possuir um gerente de projeto que seja no mínimo engenheiro civil.

Principais argumentos:

• Ter um conhecimento dos principais entraves e riscos do projeto;

• Mensuração mais próxima da exatidão no momento de definir o Plano do Projeto.

(02ª) Trata que o gerente de projeto deve ser multidisciplinar, ou seja, independente do projeto, o gerente deve possuir características de um gestor objetivando atingir desempenhos satisfatórios em todas as etapas.

Principais Argumentos:

• O gerente do projeto nunca deve fazer o trabalho operacional visto que sua função é de planejamento e controle/monitoramento dos níveis de qualidade das etapas;

• Com a possibilidade de utilização das opiniões especializadas, o projeto é fortalecido e teoricamente não existiria perda dos benefícios de se contratar um gerente especialista.
Bom, a discussão levou aproximadamente 20 a 30 minutos e, como a sala estava dividida, o professor não manifestou parecer algum, concluímos a discussão, pois a aula tinha que continuar. Mas aqui, é o espaço para focarmos nossas discussões. O que vocês acham? Comente.

quinta-feira, 25 de março de 2010

A Geração Y e a Motivação Profissional

Por: Fabiani Seibel Stock
Está na moda discutir sobre a geração Y (formada por pessoas com menos de 30 anos que estão no mercado de trabalho). Essa “turma” do Y, são profissionais que querem resultados rápidos, buscam de forma constante a satisfação profissional e qualidade de vida, estão sempre conectados e atualizados quanto ao uso de novas tecnologias e estão a cada dia assumindo mais postos no mercado de trabalho, inclusive cargos de liderança. A motivação do profissional dessa geração tem um prazo de validade; se a empresa não realizar essa manutenção, ele mesmo vai dar um jeito de resolver isso, ou seja, se algo não está legal na organização onde atua, e não vê perspectivas de melhora, simplesmente as buscará em outra empresa. Esse profissional é do mercado e não da empresa, e essa impaciência e infidelidade com o empregador torna essa geração alvo de críticas, caracterizando um grande problema para as organizações.

A retenção do profissional da geração Y tem significado um grande desafio para os gestores, principalmente para os profissionais de Recursos Humanos. Esse profissional é ágil, gosta de ver resultados nas suas atividades e principalmente precisa de um feedback constante para alimentar a sua ansiedade.
Sabemos que a motivação, em qualquer geração, depende muito mais da própria pessoa. Não podemos motivar alguém, apenas indicar caminhos, incentivá-la a buscar a sua motivação para que encontre aquilo que a tornará realizada.

A geração Y não pode ser considerada um problema, e sim uma solução, uma alternativa de inovação para as empresas. Uma chance para que os profissionais de recursos humanos desenvolvam novos meios de retenção de talentos, novas técnicas de influenciar e desenvolver a auto-motivação em seus profissionais. Porque não aproveitamos esse momento para usar essa volatilidade destes profissionais e criar? É um momento de inovação, de se auto-motivar e de usar a criatividade a favor da criação de novos métodos de desenvolvimento dos profissionais que estão entrando nas nossas organizações, sedentos por sucesso e desenvolvimento, cheios de energia e de novas idéias, desde o nível operacional até o estratégico. Vamos aproveitar essa geração de vanguarda, para que sejam aliados do nosso negócio e, se um dia não for mais possível retê-los na nossa empresa, tudo bem, vamos deixá-los ir, certamente teremos outros Ys para entrarem na nossa organização, com novas idéias e sugestões, novas emoções a vista. Sabemos que o mercado é volátil, que talvez um produto ou serviço que vendemos hoje, amanhã já não será tão útil, por isso, devemos saber que as pessoas também têm a sua chance de trocar e de seguir em frente em busca da sua realização profissional, pois para elas, significa que aquela oportunidade deixou de ser o que era. Não estou querendo defender que os gestores devem se conformar com a saída do profissional desmotivado, mas que devem sim, tentar retê-lo. No caso de perder ele para o mercado ou para o concorrente, devem refletir e verificar se a sua empresa pecou na manutenção deste, e o que poderá ser feito pelo próximo talento que entrar pelas portas do seu empreendimento.

A manutenção de talentos, atração e retenção de pessoas, sempre foi e sempre será motivo de preocupação e um grande desafio para as empresas. A manutenção do Y, é apenas mais uma novidade para ser incorporada aos processos do RH, pois não se engane, mais adiante surgirão novas gerações, novos e maiores desafios!
Fabiani Seibel Stock atua na área de Recursos Humanos. É pós-graduanda em Pedagogia Empresarial pela Escola Superior Aberta do Brasil e em Psicologia Organizacional pela Esade Laureate International Universities, graduada em Administração de Empresas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Simulador ensina a ser gerente de projetos

Software alemão (Topsim) é um game onde você é o responsável pela tomada de decisões na construção de montanha russa. A cada rodada surgem novas demandas e cada decisão gera consequências e distúrbios no processo.


Como é a experiência de aplicar as boas práticas de gerenciamento de projetos? Como é ser um gerente de projetos? Para responder a esta pergunta com exatidão, só mesmo passando por alguma experiência real, mas já é possível simular experiências em um ambiente virtual.

O TOPSIM – Project Management é um software alemão da empresa Tata Interactive Systems que, através de um jogo de construção de uma montanha russa, oferece a oportunidade de simular o gerenciamento do projeto.

Partindo de um cenário previamente estabelecido, simulando problemas que ocorrem no dia-a-dia dos projetos e proporcionando determinados resultados, o jogo oferece a oportunidade dos participantes agirem sobre as conseqüências e assim vivenciar as funções da gerência de projetos. Incluindo situações que envolvam o poder decisório baseado nas boas práticas.

A sacada do jogo, lógico, é a possibilidade que oferece de simulação, pois para agir no mundo real é preciso certa experiência e conhecimento. Aqui não há o risco real de você perder seu emprego…

Os jogadores traçam metas iniciais de prazo para entrega do projeto, limitações de custo, indicadores de qualidade, bem como o retorno esperado para o projeto.

Claro, há todo um tutorial ensinando como jogar.

Através de um diagrama de precedência, em cada pacote de trabalho é apresentada a sua duração no projeto, assim como suas folgas. Também, é possível visualizar o caminho crítico.

Em cada pacote de trabalho há uma situação inicial e opções para que o jogador utilize o poder decisório que lhe foi concedido, alterando assim o destino do projeto. Após cada decisão, é apresentada a variação dos indicadores como: perda de tempo, ganho na qualidade, aumento do custo ou mesmo variações no retorno financeiro.

A simulação ocorre ao longo de rodadas. Em cada rodada é possível simular várias semanas do projeto – que podem ser adiantadas sem que nenhuma decisão seja tomada. A cada rodada novas situações surgem de acordo com as decisões tomadas previamente. Situações inesperadas (distúrbios) aparecem ao fechar semanas do projeto.

A grande diversidade de tomadas de decisões e suas consequências fazem do jogo um verdadeiro aprendizado lúdico. É muito divertido (e fácil) aplicar – guardadas as devidas proporções – as boas práticas nestes momentos de decisões para buscar o equilíbrio entre o famoso triângulo do Escopo, Tempo e Custos que tem na Qualidade uma circunferência externa englobando-o.

A utilização do software proporciona um aprendizado de valor único na vida de qualquer profissional de gerenciamento de projetos.

Não apenas por não incorrer no risco real como dito anteriormente, mas ao mesmo tempo possibilitando um treinamento que se aproxima da realidade. [Webinsider]

Como vender um projeto ?

Tenho uma dica básica para voce. Tem uma maneira de voce atender a uma solicitação de projeto que é muito acertiva. Se uma organização te pede uma proposta para a realização de um projeto, sugiro que já na primeira reunião voce transforme o escopo sugerido anteriormente pelo cliente em uma estrutura analítica de projetos (EAP). Mesmo que ela ainda não seja definitiva, o simples fato de voce traduzir o escopo do projeto na EAP mostra segurança e conhecimento sobre o projeto. Mais do que isto , voce já da uma sinal de como irá gerencia-lo. Se os seus concorrentes forem para a primeira reunião para bater papo , aposto que voce já ganhou o negócio. Pense nisto !

EAP: Uma Estrutura Analítica de Projetos (EAP), do Inglês, Work Breakdown Structure (WBS) é uma ferramenta de decomposição do trabalho do projeto em partes manejáveis. É a estrutura hierárquica (de mais geral para mais específica) orientada às entregas (deliverables) que precisam ser feitas para completar um projeto.

O objetivo de uma EAP é identificar elementos terminais (os produtos, serviços e resultados a serem feitos em um projeto). Assim, a EAP serve como base para a maior parte do planejamento de projeto.
(wikipedia)

segunda-feira, 22 de março de 2010

A Sustentabilidade e as Empresas no Brasil: Intenções Quentes, Resultados Mornos

Fonte: DOM Strategy Partners

A consciência temática, a relevância estratégica e o volume orçamentário alocado para a Sustentabilidade Corporativa e seus princípios, programas e projetos vêm, inquestionavelmente, ganhando força tanto no dia a dia quanto na alta gestão das empresas. Cada vez mais, Sustentabilidade, para as empresas, significará simultaneamente gerar e proteger valor.

A Sustentabilidade gera valor quando a empresa adota seus princípios como lente para definir e alinhar suas estratégias, rever seus modelos tradicionais de gestão e produção, atentar para a possibilidade de explorar novos mercados e atender a novas classes de consumidores, fortalecer elos e laços de relacionamento com seus públicos e parceiros de negócio, aproveitar oportunidades de inovação em produtos e serviços e melhorar sua imagem, valor de marca e reputação.

Da mesma forma, a Sustentabilidade protege valor quando traz para as empresas, em todos os seus níveis decisórios, a prática de analisar os impactos e consequências positivás ou negativas de suas ações e decisões para os principais públicos de entorno (pilar social), para seu ecossistema (pilar ambiental) e para si própria e sua cadeia de valor (pilar econômico: competitividade, resultados e valor). Aqui, aparecem fortemente questões como gestão de riscos, contenção de perdas, antecipação de rupturas, gerenciamento de crises, atendimento às leis, normas e regulamentações internas e externas (compliance de maneira geral), rigor orçamentário, dentre outras.

Entretanto, nossas pesquisas e estudos sobre o grau de maturidade, alinhamento estratégico, impacto mercadológico e performance de gestão acerca dos projetos de Sustentabilidade com as principais empresas do país e seu reflexo e percepção e opinião dos principais públicos interessados no tema (consumidores, clientes, redes sociais, comunidades, acionistas, executivos, funcionários, fornecedores, parceiros, ONGs, governos, agências reguladoras, etc) indicam que, quando se trata de Sustentabilidade como Ativo Estratégico de Negócio, a grande maioria das empresas ainda tem muito o que evoluir.

Apesar de reconhecerem sua importância, hoje, muitas empresas adotam incorretamente as práticas e diretrizes da Sustentabilidade, corrompendo, na essência, seu conceito-central e seus objetivos. Confira abaixo as 10 Principais Inconsistências da Sustentabilidade Corporativa

sexta-feira, 19 de março de 2010

Pro final de semana ser produtivo



Caros Leitores,

Voltei e agora é pra ficar. Espero que tenham gostado das ultimas matérias, elas realmente me empolgaram a postar novamente.

Bom sabemos que o fim de semana é o momento de descanso e relaxamente, instante ao qual temos para recolocar as idéias no lugar e recarregar as baterias. Por isso, nada mais justo que torná-lo cada vez mais produtivo.

Trarei a vocês em todos os fins de semana indicações de livros, não colocarei os valores nem os sites, mas peço que pesquisa e façam a compra da melhor maneira que lhe convenha.


O primeiro eu tenho em casa como meu tesouro, lançado em 2009, encabeçou diversos blogs e foruns pois o livro caiu como uma luva para o inicio do ano.

O segundo é mais conservador e demonstra um pouco do porquê de Phillip Kotler ser um "Guru do Marketing", segue pra vocês.
Aproveitem e podem sugerir temas dentro dos livros para discutirmos, que tal...bom agora excelente final de semana a todos e boa leitura.

Os 10 mandamentos do Gerenciamento de Projetos


I – Estreitarás teus escopos.
Nada é pior do que um projeto interminável. Ele pode sugar todos os recursos e esgotar até mesmo a equipe mais motivada. Para manter os projetos firmes e orientados, concentre seus maiores esforços em projetos menores, que tenham entregas (”deliverables“) alcançáveis e que possam cumprir seus prazos. A longo prazo, uma série de vitórias pequenas tem mais impacto sobre a organização do que uma gigantesca orquestra sinfônica que nunca chega a tocar.

II – Não tolerarás equipes inchadas.
Uma boa maneira de começar com o pé direito é garantir que a equipe do projeto terá o tamanho certo. Equipes maiores são mais difíceis de motivar e administrar, e as personalidades podem ficar no meio do caminho, atrapalhando o trabalho. Não existe um tamanho ideal para a equipe, mas uma boa regra empírica é ter uma pessoa para cada papel e um papel para cada pessoa. Se alguns integrantes tiverem que desempenhar mais de um papel, tudo bem – se você for errar o dimensionamento, erre a favor de uma equipe menor.

III – Exigirás dedicação de todas as áreas envolvidas.
Se a área de TI aceitar um prazo apertado, mas parte dos documentos de projeto precisar ser aprovado pelas demais áreas da organização, e elas não estiverem comprometidas da mesma forma, o projeto acaba virando uma gincana. Se as áreas de negócio aceitam um prazo apertado, mas dependem de um aplicativo a ser desenvolvido pela área de TI, que não está comprometida da mesma forma, o projeto também acaba virando uma gincana. O gerente de projeto deve se posicionar de forma a que todas as áreas diretamente envolvidas no sucesso do projeto estejam comprometidas, e disponíveis na medida da necessidade, desde o princípio.

IV – Estabelecerás um comitê para analisar o andamento.
O comitê de acompanhamento, qualquer que seja seu título oficial, é o corpo diretivo do projeto. Ao mesmo tempo em que lida com questões relacionadas às políticas e estratégias da empresa, ele pode e deve remover as lombadas e obstáculos do caminho do projeto. Um arranjo típico envolve reuniões quinzenais das áreas de gerência intermediária envolvidas no projeto, para analisar seu andamento e verificar como se envolver das formas descritas acima.

V – Não consumirás tua equipe.
O ‘burnout’, ou esgotamento físico e mental dos membros da equipe, causado pelo stress e esforço das atividades, não é incomum. Fique atento às necessidades das pessoas e evite este efeito que reduz a efetividade da equipe – não planeje de forma que o envolvimento das pessoas vá exigir sacrifícios incomuns e continuados. Em particular, evite o efeito do envolvimento serial: o popular efeito “sempre os mesmos” – pessoas que se destacam por resolver bem os problemas que recebem, e assim acabam sendo envolvidos em mais projetos do que seria racional, gerando stress para elas, e disputa de recursos para os projetos.

VI – Buscarás apoio externo quando necessário.
Adotar consultores em gerenciamento de projetos é uma forma de prevenir o esgotamento. Além de aumentar as equipes, os especialistas externos muitas vezes podem trazer valiosas novas idéias, perspectivas e energias. É essencial trazer o profissional certo no momento certo: especialistas nos aspectos técnicos e de mercado não são a mesma coisa que especialistas em gerenciamento de projetos. Considere as características do projeto e da equipe antes de definir o tipo de apoio externo necessário.

VII – Darás poder às tuas equipes.
Equipes de projeto que já estejam se esforçando para cumprir seus escopos e prazos não precisam ter preocupações adicionais com questões formais como o preenchimento de formulários de registro de atividades para seus departamentos, ou participação em reuniões periódicas de seu órgão de origem. Ao invés disso, eles devem ter o poder discricionário de dedicar-se às atividades essenciais e que agregam valor ao projeto, e a estrutura deve se esforçar para adaptar-se a estas condições. Mas é importante que os membros da equipe correspondam a esta confiança, saibam claramente o que se espera deles e de que forma devem usar sua iniciativa.

VIII – Usarás ferramentas de gerenciamento de projetos.
Tarefas mundanas de gerenciamento de projetos podem ser automatizadas. Procure ferramentas que ofereçam acompanhamento do andamento, gerenciamento de tarefas, gerenciamento do fluxo de trabalho e análise de recursos, e que funcionam em uma plataforma de Intranet que promova o compartilhamento e a comunicação. Mas lembre-se de que usar tecnologias que acrescentem uma camada extra de complexidade a um projeto já desafiador por si pode não ser uma boa idéia.

IX – Reconhecerás o sucesso.
Todos os participantes do projeto devem ser reconhecidos de forma positiva pelo esforço que praticaram. As recompensas não precisam ser extravagantes. É fundamental que a origem real do reconhecimento – seja a Presidência, a direção da filial regional, o principal patrocinador do projeto ou o seu gerente – fique clara para todos, e que se manifeste de forma tão individual e personalizada quanto possível.

X – Não tolerarás gambiarras.
Políticas sólidas de gerenciamento de projetos devem eliminar antecipadamente a tentação de recorrer a alternativas rápidas e rasteiras, que só levam a erros, desperdício, retrabalho e frustração.