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quarta-feira, 25 de maio de 2011

Protesto reduz à metade preço da gasolina

Em lugar dos R$ 2,799 cobrados normalmente, o litro do combustível sairá por R$ 1,314

25 de maio de 2011 | 0h 00
  • Marcelo Rehder - O Estado de S.Paulo

O litro de gasolina vai ser vendido hoje pela metade do preço no posto que fica na equina da Avenida Sumaré com a Rua Franco da Rocha, em Perdizes, zona oeste da capital paulista. Em lugar dos R$ 2,799 cobrados normalmente, o litro do combustível sairá por R$ 1,314, o que representa economia de 53%.

Mas não se trata de uma promoção, e sim de um protesto contra a pesada carga tributária no Brasil. O desconto de R$ 1,485 que será oferecido hoje por litro da gasolina nada mais é que o valor dos tributos que são cobrados sobre o preço do combustível - Cide, Pis, Cofins e ICMS.

"O objetivo do dia livre de impostos é mostrar às pessoas a quantidade absurda de impostos que pagam ao comprarem qualquer produto", diz Helio Beltrão, presidente do Instituto Mises Brasil, que organizou o protesto em São Paulo, junto com o Movimento Endireita Brasil.

Para Beltrão, na medida em que os contribuintes tenham consciência da abusiva carga tributária no País, podem exigir uma diminuição no valor dos impostos. "Na gasolina, por exemplo, o imposto é o dobro do preço", frisa.

Um cálculo do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário indica que os impostos que todos pagarão ao longo de 2011 correspondem à soma de todo o dinheiro que os trabalhadores vão receber de 1.° de janeiro até o próximo domingo. Ou seja, o brasileiro precisa trabalhar 149 dias só para pagar tributos.

O Dia da Liberdade de Impostos será comemorado em mais seis capitais (Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Manaus, Vitória e Brasília) e nas cidades de Santa Fé do Sul (SC) e Linhares (ES).

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Consultoria vira 'profissão' de destaque

Ser consultor no Brasil é um bom negócio para profissionais especialistas em suas áreas. Nesta semana, a imprensa revelou que o ministro da Casa Civil, Antônio Palocci, multiplicou seu patrimônio em 20 vezes, em quatro anos, passando de R$ 375 mil para R$ 7,5 milhões. O chefe da Pasta informou que os ganhos vieram de consultoria que prestou. Profissionais ouvidos pela equipe do Diário confirmam que é possível multiplicar o patrimônio em pouco tempo atuando neste mercado.

Não existe área definida para a função de consultor, que na verdade é um profissional que dá conselhos, na sua área de domínio, à empresa. O essencial é ter vasta lista de contatos.

"Para sair de uma empresa e se tornar consultor é necessário ampliar o networking e a credibilidade. Para que o negócio dê certo é importante a junção das duas coisas", explicou o coordenador da graduação da Trevisan Escola de Negócios, Dalton Viesti.

O professor de Finanças da pós-graduação da USCS, José Ricardo Escolá de Araújo, que também ministra aulas na Trevisan e FGV (Fundação Getulio Vargas), atua há 10 anos como consultor econômico e financeiro. Ele afirma que, dependendo do porte do cliente, é possível faturar muito em poucos anos, mas não quis revelar o montante.

Para o professor Escola de Araújo, não há estranheza no salto monetário do ministro. Ele argumentou que consultores que tiverem grandes clientes facilmente faturam valores semelhantes.

Não há padronização nos acordos de remuneração das consultorias com as empresas, conforme explica o professor de Finanças da Fipecafi (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras), Mário Amigo. "Depende muito do valor agregado do serviço."

No mercado, destacou Amigo, é possível encontrar remunerações mensais fixas. Como também indexadas aos resultados das empresas, ou sobre o rendimento impulsionado pelo serviço prestado. "O importante é que tudo seja transparente entre ambas as partes", destacou.

Como não há limites para as formas de remunerações, não há especificações para a área de atuação da consultoria. Viesti, da Trevisan, lembrou que o importante é existir demanda pelo serviço. "O trabalho de consultoria é específico, pontual e curto", completou o acadêmico.

Ele exemplificou que se uma companhia necessita de serviço contínuo, provavelmente contratará um profissional. No entanto, se a demanda é temporária, é mais prático contratar o consultor, que terá mão de obra qualificada.

MUDANÇA - Após 15 anos trabalhando em empresas ligadas ao varejo, Eugenio Foganholo decidiu partir para a carreira de consultor. "Meu desejo de atuação passou a ser diferente do que a empresa me disponibilizava naquele momento como funcionário."

Vinte anos depois de fundar a empresa Mixxer Desenvolvimento Empresarial, Foganholo auxilia grandes indústrias e redes varejistas a adotarem melhores estratégias para os seus negócios.

A dentista de São Caetano Sueli Moreira Sampaio encontrou nicho de mercado diferenciado na região e está próxima de abrir sua própria consultoria. "Acredito que até o fim do ano", afirmou. O ramo não está associação à área da Saúde. Com experiência acadêmica em administração, marketing, recursos humanos e gestão empresarial, ela realiza cursos de empreededorismo e finanças pessoais. "Se eu trabalhasse o mesmo período neste ramo como quando era dentista, ganharia muito", brincou.

Como percebeu que seus alunos tinham a necessidade de conselhos sobre os temas que trabalha, Sueli procurou o Sebrae da região para se preparar para abrir empresa de consultoria. "Hoje atuo pouco como dentista. Estou focada em abrir o escritório", contou.

EMBATE - A situação de Palocci causou briga de foices no Congresso. Enquanto alguns parlamentares questionam o enriquecimento do ministro, requisitando investigação de improbidade administrativa e tráfico de influências, outros defendem que o representante do governo aproveitou a experiência adquirida no Ministério da Fazenda para usar na iniciativa privada.

Conhecimento é requisito básico para área

Ter sólida experiência profissional na área que pretende atuar como consultor é requisito básico para o profissional que pretende se destacar. O diretor da Mixxer Desenvolvimento Empresarial, Eugenio Foganholo destaca que bom relacionamento com as empresas que se deseja atender e visão estratégica são ingredientes importantes para obter sucesso.

Foganholo atende fabricantes de bens de consumo como Unilever, Kimberly-Clark e varejistas como Dell Anno, Salfer e Oba Hortifruti. Parte de sua atividade também é desenvolvida com entidades setoriais.

"Para compreender a necessidade estratégica do cliente é essencial vivenciar o negócio em que ele está inserido", pontuou o especialista. Entre as atividades da Mixxer estão palestras, workshops e viagens técnicas nacionais e internacionais a congressos e feiras ligados ao varejo.

Realização motiva atuação de especialista

Depois de anos atuando como dentista, o empreendedorismo e as finanças promoveram maior realização profissional à Sueli Moreira Sampaio. "Consigo atender mais pessoas", destacou.

Tudo começou com uma temporada no Canadá. "Em 2002 fiz lá um curso de empreendedorismo", contou. Ao voltar ao País, ingressou em curso de pós-graduação de gestão empresarial. "Percebi que muitos dentistas precisavam de orientações para tocar seus consultórios."

Sueli não parou e completou outra pós-graduação em recursos humanos, especialização em marketing e mestrado de administração nos Estados Unidos.

Hoje, para reforçar sua credibilidade - pilar para atuar como consultora - mantém o blog http://meuricodinheirinho.wordpress.com com dicas de finanças pessoais. "A credibilidade e o histórico têm que ser muito fortes", avaliou o acadêmico da Trevisan Dalton Viesti.


Créditos para Alexandre Melo e Pedro Souza

terça-feira, 10 de maio de 2011

Profissionais da Geração Y só "vestem camisa" de empresas que dão feedbacks

Estudo mostra que jovens dessa geração só
permanecem em empresas ligadas à capacidade
de inovação

Por Infomoney

Os profissionais da Geração Y vestem a própria camisa e só
permanecem em empresas ligadas à capacidade de inovação
e que dão feedbacks constantes. As constatações são de
estudo realizado pela Bridge Research sobre os profissionais
que nasceram nas décadas de 80 e 90.

De acordo com a pesquisa, esses jovens profissionais, diferente
dos jovens das gerações anteriores, têm uma relação diferente
com a hierarquia, horários e produtividade. Para a Geração Y,
o mais importante é o retorno da liderança.

“Ao mesmo tempo que pede esse constante retorno do chefe,
o jovem profissional se esquiva das responsabilidades formais do
mundo corporativo”, afirmou em nota o presidente da Bridge,
Renato Trindade.

Além disso, os jovens dessa geração trocam de emprego com
muita facilidade. “O Y de uma classe social mais abastada,
quando enxerga uma oportunidade de ir morar no exterior,
não tem problema em abandonar uma carreira promissora.
O que possui menos dinheiro pode migrar de um emprego
para outro somente motivado por uma remuneração maior”,
completou o executivo.

Crescimento financeiro rápido

Embora acreditem que é possível aliar felicidade e satisfação
com a vida profissional, os jovens da Geração Y também se
atentam à questão financeira e, assim como o crescimento
profissional, eles também almejam crescimento financeiro rápido.

“Ter dinheiro é sinônimo de status e reconhecimento. Essa é a
mola propulsora dessa geração”, avalia Trindade. Para esses
jovens profissionais, o dinheiro é resultado do sucesso profissional.

Plano de carreira e família

O estudo aponta que os profissionais dessa geração ainda não
são assertivos na definição do plano de carreira. E para eles,
essa é uma das principais angústias profissionais: a de saber
qual será o próximo passo a ser dado.

Se eles ainda têm dúvidas sobre exatamente o que devem fazer
profissionalmente no futuro, ao menos é certo que, ainda que
a carreira seja importante, constituir uma família é ponto certo.
O estudo aponta que para criar uma carreira estável, a
Geração Y não abre mão do desejo de constituir uma família.

Busca na internet

Na hora de buscar oportunidades no mercado de trabalho,
os jovens profissionais das classes A e B fazem suas buscas
pela internet e redes sociais, além de tentarem indicações
de amigos. Já os Y da classe C aliam os meios tradicionais,
como agências e envios de currículos, com a internet.

Fonte: www.administradores.com.br

Você se identifica com essa geração ? Comente!

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Unaerp - Pesquisa de mercado é aliada das empresas

Segue uma imperdível matéria. Espero que gostem.

Saber o que pensam os clientes sobre empresas e produtos e quais são as demandas e necessidades de futuros consumidores. Essas e outras informações podem motivar e viabilizar a abertura de um estabelecimento comercial ou mesmo o encerramento de um serviço, e podem ser obtidas por meio de uma pesquisa de mercado. As vantagens competitivas das empresas que utilizam informações de pesquisa de mercado na tomada de decisões foram o tema central da palestra do diretor da De Salvi Consultores Associados, Vicente De Salvi, proferida no último dia 07 na Unaerp Guarujá.

Falando a universitários de Administração, Publicidade e Gestão Portuária, o empresário forneceu dicas valiosas e mostrou cases sobre como a pesquisa de Mercado é de vital importância para as decisões empresariais e no planejamento de mídia.

A pesquisa realizada com clientes surpreende muitos empresários, afirma Vicente De Salvi. Isso porque, diferente do que muitos pensam, o preço não é o mais importante na decisão de compra. “O atendimento, a qualidade do produto ou serviço, e ainda a localização da empresa em muitos casos estão entre as respostas mais frequentes entre os consumidores pesquisados.”

A viabilidade comercial de novos negócios também pode ser aferida por meio de pesquisa de mercado, em que o foco é identificar se a novidade conseguirá ou não o resultado esperado de vendas. De Salvi explicou também que, por meio de pesquisa, pode-se mensurar o clima organizacional na empresa e, dessa maneira, corrigir situações que podem influenciar negativamente na percepção da marca. “Funcionários insatisfeitos colaboram com imagem negativa. E só é possível melhorar se a empresa detectar e corrigir as deficiências”.

O especialista recomenda ainda divulgar sempre os diferenciais da empresa “e se o proprietário não souber os diferencias, pergunte aos clientes”. A De Salvi Consultores é uma empresa especializada em Pesquisa de Mercado, filiada à ABEP – Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa.

A estudante da 5ª etapa de Administração, Albérica Nogueira F. de Carvalho, aprovou a palestra. “Com certeza a pesquisa de mercado é de extrema importância na vida do lojista”. O aluno da 7ª etapa de Publicidade, Fabrício Soutal, também ressaltou a importância do conteúdo abordado. “A palestra foi muito proveitosa, ele demonstrou várias formas de se fazer pesquisa, perguntas que nem sempre pensamos em fazer e mesmo as metodologias interessantes”.

Todos os créditos para Assessoria de Imprensa - Unaerp – Campus Guarujá e o Planeta Universitário

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Os segredos no fim do arco-íris

Olá pessoal, achei a matéria interessante porque não trata de preconceitos nem generalizações, bem cientifica e esclarecedora, divulguem para evitarmos cada vez mais o homofobismo.
Agradecimentos a Prof. Antônio Edilson do Nascimento
Diretor do Departamento de Administração - DAA/UFS
O que motiva animais e humanos a terem relações homossexuais? O colunista Jerry Borges discute estudos recentes e defende que o tema não deve ser tratado como tabu, e sim estudado cientificamente como qualquer outro fenômeno natural.

Por: Jerry Carvalho Borges

Publicado em 04/06/2010 Atualizado em 04/06/2010
http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/por-dentro-das-celulas/os-segredos-no-fim-do-arco-iris


O interesse por indivíduos do mesmo sexo está amplamente documentado em invertebrados e em todos os grupos de vertebrados. Entre esses seres, há diversas espécies cujos representantes cortejam, copulam e, menos frequentemente, estabelecem relações duradouras com parceiros do mesmo sexo.

Um levantamento realizado por Bruce Bagemihl, pesquisador canadense da Universidade da Colúmbia Britânica (UBC), documentou, a partir de uma análise da literatura, a ocorrência de relações entre indivíduos do mesmo sexo em pelo menos 450 espécies. Contudo, apesar da difusão desse comportamento, o interesse por indivíduos do mesmo sexo tem sido considerado um enigma para os estudiosos do assunto.

Por que animais se dedicariam a comportamentos sexuais que não resultariam em sua reprodução, e não produziriam descendentes que poderiam perpetuar a sua herança genética desses seres?

Pesquisas realizadas indicam que há vários fatores associados ao interesse entre indivíduos do mesmo sexo. Nos golfinhos nariz-de-garrafa (Thursiops sp.), frequentemente citados por exibirem esse comportamento, cerca de metade dos machos formam casais duradouros entre si.

Relações entre indivíduos do mesmo sexo podem diminuir a agressividade e auxiliar na manutenção da coesão socialCasais femininos também são observados. Exemplos comuns são os carneiros selvagens (Ovis canadensis), os bonobos (Pan paniscus) e os albatrozes (Phoebastria immutabilis).

A ocorrência de relações sexuais entre indivíduos do mesmo sexo pode, nesses animais, diminuir as tensões e a agressividade e auxiliar na manutenção da coesão social e no fortalecimento das relações entre indivíduos de uma mesma população.

Esse comportamento pode também auxiliar na criação da prole desses animais, facilitando a alimentação e proteção dos filhotes. É provável que a formação desses casais também confira aos animais proteção contra predadores e um maior sucesso na caça de suas presas. Assim, esse tipo de comportamento estaria associado com um processo de seleção consanguínea.

Uma explicação alternativa alega que esse comportamento diminuiria agressões e conflitos entre sexos. Um exemplo é observado nos peixes mexicanos Girardinichthys multiradiatus, que simulam a aparência de fêmeas para evitar a agressão de machos maiores e, ao mesmo tempo, garantir o acesso a fêmeas.

Uma interação interessante entre indivíduos do mesmo sexo é observada entre cobras-garter (Thamnophis sirtalis parietalis). Nesses animais, alguns machos mimetizam o tamanho, os comportamentos e os ferômonios de fêmeas para poderem atrair outros machos e, assim, obter aquecimento e proteção.


Entre os bonobos, é comum observar a formação de casais femininos (foto: Kabir Bakie – CC BY-SA 2.5). Proteção e aprendizagem
Entre os pinguins antárticos (Pygoscelis antarticus), os carneiros (Ovis aries) e os peixes-zebra (Taeniopygia guttata), as relações entre indivíduos do mesmo sexo são observadas em animais mantidos em cativeiro. Parece que o estabelecimento de condições artificiais e o desbalanceamento sexual desses animais possam ser condições preponderantes para a ocorrência desse tipo de comportamento.

Por outro lado, o estabelecimento de relações entre machos de sapos (Bufo bufo) e de peixes lebistes (Poecilia reticulata) pode ser uma estratégia empregada por animais jovens ou submissos para evitar comportamentos agressivos de indivíduos dominantes.

Esse comportamento pode proporcionar a chance para que machos jovens aprendam com indivíduos mais experientesA ocorrência desse comportamento pode proporcionar a chance para que machos jovens possam aprender com indivíduos mais experientes a arte da corte e outras estratégias associadas à reprodução. Essa prática é observada entre flamingos rosa (Phoenicopterus ruber).

Por outro lado, algumas das interações entre indivíduos do mesmo sexo não podem ser explicadas dessa forma simplista. Contudo, nas últimas décadas a ciência tem começado a desvendar parte dos mistérios associados com as alterações genéticas e fisiológicas associadas com esse tipo comportamento. Curiosamente, as primeiras pistas para a solução desse enigma foram descobertas em um ser vivo bem mais simples que os citados anteriormente: a mosca-das-frutas, ou drosófila.

Pesquisas com moscas-das-frutas indicam que ocorrem várias mutações que afetam os receptores de feromônios sexuais, essenciais para a distinção entre os sexos nesses insetos. Isso pode fazer com que machos e fêmeas cortejem indivíduos do seu próprio sexo, sem perder o interesse por moscas do sexo oposto.

Nessa espécie, uma das alterações mais estudadas ocorre no gene conhecido como genderblind (algo como ‘cego para o gênero’, em inglês), associado com os níveis extracelulares de glutamato. Esse neurotransmissor regula o processamento da informação feromonal nos neurônios cerebrais dos machos de drosófila, e a alteração torna esses insetos incapazes de distinguir indivíduos do sexo oposto.

Assim, as moscas que apresentam a mutação passam a fazer a corte a machos e fêmeas de forma indiscriminada. É interessante notar que a presença de etanol também aumenta o interesse entre machos.


Dois patos-reais machos namoriscando (foto: Mila Zinkova – CC BY-SA). E entre nós, humanos?
No início da década de 1990, causou bastante controvérsia a publicação da pesquisa de Dick Swaab e Michel Hofman, do Instituto de Neurociências da Holanda, examinando as diferenças cerebrais entre homens heterossexuais e homossexuais. De lá para cá, a compreensão da contribuição genética, hormonal, neurofisiológica e social para a orientação sexual humana tem se acumulado.

Alguns estudos que analisam a orientação sexual de gêmeos monozigóticos, dizigóticos e irmãos adotivos indicam que a tendência à homossexualidade possui um componente hereditário e poderia conferir ganhos adaptativos, pelo menos para homossexuais masculinos.

Ainda há enorme desconhecimento em relação a características genéticas e às numerosas influências do ambiente sobre a orientação sexual de cada indivíduoContudo, ainda há um enorme desconhecimento em relação tanto a essas características genéticas quanto em relação às numerosas influências do ambiente sobre a determinação da orientação sexual de cada indivíduo.

Apesar disso, há indícios da ocorrência de uma associação entre a homossexualidade e genes presentes no braço longo do cromossomo X (Xq28). Brian Mutanski, dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH), realizou um estudo com 456 indivíduos de 146 famílias que possuem dois ou mais irmãos homossexuais.

Os resultados indicam que várias regiões dos cromossomos não sexuais também influenciam o comportamento homossexual. Contudo, a equipe de Mutanski não observou uma associação entre a região Xq28 e a homossexualidade.


Dois soldados romanos numa parada gay (foto: Marília Melhado – CC BY 2.0). Outros estudos afirmam que a ocorrência de gestações anteriores de fetos do sexo masculino poderia aumentar a probabilidade da ocorrência de homossexualidade nos próximos filhos homens.

Segundo uma pesquisa realizada por Anthony Bogaert, da Universidade de Brock, no Canadá, os fetos masculinos podem ser expostos a anticorpos maternos antimasculinos, que se acumulariam em gestações múltiplas desse sexo e que, assim, poderiam afetar a diferenciação sexual e o desenvolvimento cerebral dessas crianças.

A associação entre homossexualidade e ativação por feromônios também está no foco de vários pesquisadores, como, por exemplo, Ivanka Salic, da Universidade Kariolisnka (Suécia). Segundo Salic, nos cérebros de homossexuais do sexo masculino, há regiões ativadas em resposta a derivados da testosterona, e que apresentam propriedades similares às dos feromônios.

Apesar da enorme complexidade, algumas hipóteses para as relações entre animais podem ser aventadas para explicar o comportamento entre humanosEm homossexuais do sexo feminino, Salic também observou que há regiões similares ativadas por derivados de estrógenos. Outros pesquisadores também associam o comportamento homossexual com alterações anatômicas em conexões da região cerebral da amígdala.

Apesar da enorme complexidade associada às manifestações comportamentais em nossa espécie, algumas das hipóteses citadas anteriormente para justificar relações homossexuais entre animais podem ser também aventadas para explicar esse comportamento entre os humanos.

Assim, a ocorrência de relações sexuais entre indivíduos do mesmo sexo também poderia, na nossa espécie, estar associada à manutenção da coesão social e no fortalecimento das relações entre indivíduos de uma mesma população. Um possível exemplo desse comportamento seriam as interações entre os guerreiros de Esparta, na Grécia antiga.

A interação entre indivíduos do mesmo sexo como oportunidade para que os jovens aprendam com indivíduos mais experientes também poderia estar associada a comportamentos humanos. Um exemplo para tal também está na Grécia antiga, nas relações entre os discípulos e seus mestres filósofos em Atenas.


Girafas macho na reserva de Ithala, na África do Sul (foto: Luca Galuzzi – CC BY-SA). Sergey Gavrilets e William Rice, da Universidade do Tennessee, nos Estados Unidos, têm estudado os genes que podem influenciar o homossexualismo humano. Esses pesquisadores têm observado que esse comportamento, como seria de se esperar, é bastante complexo e está associado com um grande número de genes. Mas ainda não é possível apontar, para a nossa espécie, razões adaptativas associadas a esse comportamento.

E, para além de eventuais fatores biológicos que possam estar associados à orientação sexual na espécie humana, devemos ter sempre em mente que ela é influenciada também por inúmeros fatores ambientais e pela história de vida de cada indivíduo.

Deve ser compreendido claramente que a homossexualidade na espécie humana é um processo extremamente complexo e delicado de ser estudado.

Esse fenômeno não deve ser tratado como tabu, e deve ser investigado cientificamenteEsse fenômeno não deve ser tratado como tabu, e deve ser investigado cientificamente – sem restrições ou censura – como outras manifestações comportamentais para que possamos conhecer mais profundamente as características que nos tornam humanos.

Nesse sentido, a compreensão dos papéis dos diversos tipos de relacionamentos entre indivíduos do mesmo sexo e a adaptação ecológica e evolutiva das populações nas quais esse fenômeno ocorre pode enriquecer a nossa compreensão sobre como a seleção natural molda as interações sociais, a reprodução e mesmo a morfologia das espécies.


Jerry Carvalho Borges
Departamento de Medicina Veterinária
Universidade Federal de Lavras

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Os lobos das pesquisas eleitorais

Recebeu pouco destaque na semana passada uma inusitada polêmica sobre os resultados das pesquisas eleitorais para a Presidência da República. Digo inusitada porque não se esperava que tanto tempo antes do primeiro turno das eleições que um dos lados revelasse tamanha perda de isenção.

O ponto de discórdia foram os resultados destoantes que o Instituto de Pesquisas Datafolha apresentou na corrida presidencial, com o tucano José Serra à frente (36% de intenção de voto) e a ex-ministra Dilma Rousseff nove pontos percentuais atrás (27%). Os dados referem-se a um levantamento feito no final de março, mas foram praticamente repetidos em meados de abril pelo Datafolha (Serra com 38% e Dilma com 28%).

Os números dos dois levantamentos são altamente contraditórios com a tendência verificada por todos os institutos em pesquisas anteriores, inclusive pelo Datafolha, que apontara em fevereiro 32% para Serra e 28% para Dilma, resultados que consolidavam a aproximação constante e consistente de Dilma registrada desde março de 2009.

A situação foi reforçada pelo Vox Populi no final de março deste ano (Serra 34% e Dilma 31%), mas também pelo Sensus no início de abril (Serra 32,7% contra 32,3% de Dilma). Ambos traziam um cenário de empate técnico, algo esperado pelos analistas.

Diante da divergência numérica, a Folha de S.Paulo, jornal do grupo do Datafolha, adotou comportamento altamente questionável para justificar seus números destoantes: passou a jogar suspeitas sobre o trabalho realizado pelos dois institutos de pesquisa concorrentes.

Em matérias com grande espaço no jornal e em notas de colunas, o Vox Populi e o Sensus viraram alvos da Folha. O primeiro passou a ser, nas linhas do jornal, suspeito de usar uma ordem de perguntas que poderia, supostamente, direcionar as respostas dos entrevistados. O segundo passou a ser criticado por um erro no registro do contratante da pesquisa.

Mas notem que até aquele momento a metodologia do Vox Populi não havia sido alvo de questionamentos. E não poderia ser, pois os resultados eram semelhantes aos apresentados por outros institutos, fato que confirma a correção com que o Vox Populi realizou seu trabalho. Da mesma forma, é leviana a insinuação de que o Sensus comprometeu seus resultados porque errou o nome do contratante, quando o que importa é a metodologia aplicada.

Qualquer analista de pesquisa sério que observe os dados apresentados por todos os institutos do último ano ficará intrigado com os números trazidos pelo Datafolha. Simplesmente porque há uma máxima analítica que diz ser necessário olhar a trajetória dos candidatos, não o resultado em si. Ora, a trajetória clara na disputa eleitoral é de estagnação e princípio de queda de Serra e crescimento de Dilma.

Ao contrário do que tentou propalar a Folha, as suspeitas recaem sobre o Datafolha, não sobre os seus concorrentes. É lógico que existe a possibilidade de o Datafolha ter indicado uma nova tendência, ainda não captada pelos demais institutos, mas é preciso que a mesma se confirme nos próximos dois meses.

Não nos esqueçamos, contudo, que a Folha fez questão de publicar em fevereiro que, embora a margem de erro fosse de dois pontos percentuais, os 32% de Serra contra os 28% de Dilma não era uma situação de empate técnico porque a chance de ambos com 30% era estatisticamente improvável. Ou seja, recorreu a instrumento estatístico inédito para justificar a opção por não levar à manchete o empate entre os candidatos.

Lembremos também que foi a Folha que publicou, em 1998, na semana das eleições e no dia da votação, pesquisa Datafolha para o Governo de São Paulo com o ex-governador Mário Covas bem à frente da candidata do PT, Marta Suplicy. Abertas as urnas, verificou-se que Marta quase foi para o segundo turno no lugar de Covas.

Esse conjunto de fatores provocou reação do Vox Populi e do Sensus, além de reparos também por parte da Abep (Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa). Afinal, o adequado seria um debate profundo de metodologias e de resultados, não a tática de jogar suspeita sobre os concorrentes. Mas talvez o jornal soubesse que esse debate daria razão ao Vox Populi e ao Sensus.

Aos eleitores —e leitores—, vale o alerta do episódio: a campanha eleitoral será recheada de supostas controvérsias plantadas com o objetivo de evitar o real debate a ser feito no país, o das realizações no Governo e dos projetos para os próximos quatro anos. Neste 2010, há mais lobos em peles de cordeiro do que podemos imaginar.

José Dirceu, 64, é advogado e ex-ministro da Casa Civil


quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Hotéis precisam ser mais verdes

Ranking da consultoria Two Tomorrows mostra que as empresas hoteleiras têm se preocupado pouco com a sustentabilidade
Por Época NEGÓCIOS Online

Hotel em Aruba: a preocupação com o verde não pode mais se restringir aos jardins
As maiores empresas do setor hoteleiro ainda não se preocupam o suficiente com a sustentabilidade. A conclusão está na pesquisa da consultoria londrina Two Tomorrows, que estudou as dez maiores companhias hoteleiras (de acordo com capacidade de hospedagem) e criou um ranking das que mais se preocupam com sustentabilidade. “Turistas e executivos reduziram um pouco os gastos com viagens e o setor está num período de recuperação que ainda deve durar algum tempo. Mas quem não investir em ações de sustentabilidade agora, vai ter ainda mais dificuldade de fazer isto no futuro”, disse em comunicado Thomas Krick, responsável pela pesquisa. Em uma escala de até 100 pontos, nenhum hotel pesquisado conseguiu mais de 55 pontos.
>>> Veja outras notícias de sustentabilidadeEm primeiro lugar, ficou os hotéis da francesa Accor. Segundo relatório, a rede reconhece boa parte dos desafios sociais e ambientais que devem ser enfrentados e já desenhou estratégias para lidar com eles. A consultoria afirma também que a Accor já está explorando iniciativas de sustentabilidade inovadoras, como a aplicação de tecnologias para economia de energia em seus prédios. O último lugar do ranking foi para os hotéis Best Western, que obtiveram seis pontos. Segundo a consultoria, um dos motivos que faz com que as empresas hoteleiras não apliquem medidas de sustentabilidade é o alto custo que algumas destas soluções podem ter. De acordo com a Two Tomorrows, estas empresas parecem não dar valor à diferenciação que sua marca pode ter com a adoção de projetos verdes. Veja tabela com o ranking de sustentabilidade das empresas hoteleiras:


terça-feira, 13 de outubro de 2009

Credibilidade não se compra, certifica-se.

Bem amigos, segue um comunicado do Diretor da ÚNICA Soluções Estratégicas.
Comunicamos aos nossos clientes, fornecedores e colaboradores que a ÚNICA – Soluções Estratégicas foi auditada pelo Bureau Veritas Certification, no dia 09 de outubro do corrente ano, recebendo recomendação para a certificação do seu Sistema de Gestão da Qualidade, conforme a Norma NBR ISO 9001:2008, na prestação de serviços de pesquisa de mercado, mídia e opinião.

Essa certificação, para nós, ratifica o compromisso em oferecer aos nossos clientes e ao mercado sergipano um produto de qualidade diferenciada. Este compromisso equivale à admiração e o respeito para com os fornecedores e colaboradores, tendo como objetivo a participação efetiva no desenvolvimento e na credibilidade do segmento de pesquisas de opinião em nosso estado.

Alexandre Maynard Wendel

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Pesquisa revela que milhões de brasileiros trocaram ou venderam votos

Olá amigos,


Voltando a postar novidades após um período conturbado, bom segue notícia muito boa. Até as próximas.


O brasileiro sabe muito bem o que é ter comportamentos éticos e morais corretos. Mas quando o assunto é corrupção.Uma pesquisa feita pela o Datafolha revela que 13% dos entrevistados admitem já ter trocado voto por emprego, dinheiro ou presentes. Este percentual representa cerca de 17 milhões de pessoas maiores de 16 anos no universo de 132 milhões de eleitores. Interessante é que do total dos brasileiros ouvidos, mais de 90% disseram ser errado oferecer propina e concordaram ser repreensível vender voto. A pesquisa mostra ainda que dos entrevistados, 12% afirmam que estão dispostos a aceitar dinheiro para mudar sua opção eleitoral. Quase 80% acreditam que os eleitores vendem seus votos e mais de 30% concordam com a ideia de que não se faz política sem um pouco de corrupção.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Pesquisa revela opinião de jovens e adultos sobre juventude

Coordenada pelo institutos Ibase (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas) e Pólis (Instituto de Estudos, Formação e Assessoria em Políticas Sociais) a pesquisa “Juventude e Integração Sul-Americana: Diálogos para Construir a Democracia Regional” revela um perfil da juventude sulamericana e permite a análise de diferenças e semelhanças entre gerações no que diz respeito a temas como opiniões, valores, educação e visões sobre o trabalho.A pesquisa teve como objetivo principal uma discussão sobre a juventude, baseada na opinião de jovens e adultos de seis países da América do Sul, que proporcionou a expansão e aprofundamento no conhecimento generalizado dos problemas e das perspectivas da juventude, contribuindo para uma melhoria e ampliação no que se diz respeito aos direitos da juventude.



O questionário abordou questões como escolaridade, religião, uso da Internet, problemas e demandas dos jovens, percepções sobre juventude e políticas de governo, opiniões e valores sobre temas correntes, integração latinoamericana e futuro. No Brasil foram realizadas 3.500 entrevistas: zona rural e urbana, homens e mulheres de 18 a 60 anos.Foram entrevistadas 14 mil pessoas, sendo, representadas na análise, 50% jovens (18 a 29 anos) e 50% adultas (30 a 60 anos), entre agosto e outubro de 2008, em seis países da América do Sul: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai.A juventude corresponde a cerca de 25% da população que vive na América do Sul; no Brasil são 50,2 milhões de jovens (26% da população) entre 15 e 29 anos; deste total, 40 milhões estão na faixa etária entre 18 e 29 anos (foco deste estudo).




Fonte: PJ Maringá