terça-feira, 30 de março de 2010

Como terminar o que você começou

Este artigo é uma tradução do original “How to Finish What You Have Started“, escrito por Henrik Edberg.
Feito por Carlos Filho.

Deixe de perfeccionismo
Talvez o meu maior defeito, e o seu, mas você teima em lapidar tudo até que esteja “perfeita”. O problema é que muitas vezes pensamos essas coisas nunca estão.

Portanto você tem que encontrar o equilíbrio entre aquilo que deseja e a vontade de melhorar, até porque esse desejo pode ser excessivo.

Encontrei esse balanço através da experiência.

Também é importante saber que nem sempre tudo será perfeito. A busca por essa “perfeição” pode ser perigosa, e pode ser que nunca se veja como um realizador bom o suficiente.

Você precisa colocar sua tolerância a um padrão não humano. E dessa forma se sua autoestima estiver baixa, seus resultados serão muito bons.

Portanto, aprenda a focar em ser progressivamente mais coerente ao invés de tentar ser perfeito.

Entenda que o suficientemente bom é bom o suficiente. E isso vale tanto para seu trabalho como para você.

Estabeleça prazos
Meses atrás, estabeleci um prazo para terminar meu livro. Percebi que só trabalhando nele até o final não funcionaria, porque sempre aparecia um ou outro item para ser acrescentado. Então foi melhor definir um prazo. Claro, devo ter passado um ou dois dias, mas só assim consegui concluir boa parte do que queria e consegui publicar.

Fazer isso me colocou a corda no pescoço de tal maneira que minha necessidade de ajustar e aperfeiçoar o material acabou ficando em segundo plano.

Limite-se de todas as formas
Quando está no final de um projeto ou tarefa, muitas vezes se sente livre para se deixar perder na atenção. Ao estabelecer limites de quantas vezes vai checar seus emails, comunicador instantâneo, quanto tempo gasto em redes sociais e fóruns, você vai desenvolver hábitos automáticos de controle de tempo e nem vai perceber como será mais produtivo.

Ao incorporar esses limites ao seu estilo de vida, vai se tornar menos propenso a se distrair durante a realização do trabalho, e vai manter seus olhos naquilo que é de fato importante.

Esvazie a mente, não crie soluções complicadas para aquilo que é simples
Entenda que boa parte do processo está na sua mente, e sua perspectiva determina o quão importante algo vai ser.

Os pontos fundamentais do trabalho, assim como seus próprios relacionamentos são na verdade, baseados na sua mente. Entender que algo é simples ao invés de “complicado” ajuda sua percepção da facilidade que é a sua solução. Incentive relacionamentos saudáveis à si mesmo ao invés de ver o que as pessoas podem fazer por você.

Estabeleça padrões de pensamento, tais como:

“Honestamente, não estou complicando isso?” e

“Qual é a solução mais simples e direta para meu problema?”

segunda-feira, 29 de março de 2010

Dicas de Livros

Métodos e Técnicas de Pesquisa Social

Os levantamentos constituem a modalidade de pesquisa mais difundida no campo das Ciências Sociais e correspondem à maioria das pesquisas desenvolvidas por alunos dos cursos de graduação em Ciências Sociais, Psicologia, Pedagogia, Serviço Social e Comunicações.

Este livro constitui um manual de procedimentos básicos para o desenvolvimento de pesquisas sociais, sobretudo daquelas que são definidas como levantamentos. Diferentemente dos textos convencionais que têm como objetivo tratar exaustivamente dos mais diversos métodos e técnicas de pesquisa social, ou dos que objetivam constituir-se em obras introdutórias à metodologia científica, ou dos que sintetizam os procedimentos necessários à elaboração de trabalhos universitários e relatórios de pesquisa, este livro apresenta algumas peculiaridades que fazem dele uma obra significativa: trata dos problemas fundamentais das Ciências Sociais e de seus métodos, proporcionando os elementos necessários para a sua caracterização no quadro geral das ciências. A opção por privilegiar o ensino dos procedimentos necessários à realização de levantamentos baseia-se em sólida experiência do autor no ensino de Métodos e Técnicas de Pesquisa.

Em síntese, a obra trata da natureza da Ciência Social, dos métodos das Ciências Sociais, da pesquisa social, da formulação do problema, da construção de hipóteses, do delineamento da pesquisa, da operacionalização das variáveis, da amostragem na pesquisa social, da entrevista, do questionário, das escalas sociais, dos testes, da utilização de documentos, da análise e interpretação, do relatório de pesquisa.

Editora: Atlas Autor: ANTONIO CARLOS GIL
ISBN: 9788522451425 Origem: Nacional
Ano: 2008 Edição: 6
Número de páginas: 200 Acabamento: Brochura
Formato: Médio

sexta-feira, 26 de março de 2010

Gerenciamento de Projetos e a Multidisciplinaridade

Bom dia a todos!!!!

Fiquei pensando o que postar nesta sexta-feira (26/03/2010), então pensei em escrever sobre um debate que ocorreu na disciplina Tecnologia da Informação do MBA em Gerencia de Projetos.
Prefácio: O mercado de Gerenciamento de Projetos é muito concentrado em projetos que envolvem duas macro-áreas: Informática e Engenharia. Seja em número de projetos, seja em ofertas de trabalho. A explicação é que são áreas inegavelmente fundamentadas em processos de precedência, requisitos extremamente técnicos e possuem diversos riscos e grande influencia de situações externas.

Conhecendo esse cenário, a principal questão foi como se utilizar de opinião especializada visando uma maior eficácia do projeto, ou seja, como o gerente do projeto pode maximizar seus benefícios com uma opinião externa ao projeto?

A partir daí, foram levantados todos os benefícios e principalmente as melhores situações do seu uso, são elas:

• Segurança e Credibilidade ao projeto em reuniões com stakeholders;
• Direcionamento ao Gerente de projetos em momentos críticos;
• Fortalecimento a análise multidisciplinar das decisões.

Neste último item, é que surgiu nossa maior discussão:

Até que ponto o Gerente de Projetos deve ser especialista ou multidisciplinar? Como balancear seus benefícios?

Deste ponto em diante, surgiram duas correntes discutíveis:

(01ª) Trata que o gerente de projeto deve ser especialista na área do projeto ao qual foi designado, ou seja, um projeto de construção civil, o mesmo deve possuir um gerente de projeto que seja no mínimo engenheiro civil.

Principais argumentos:

• Ter um conhecimento dos principais entraves e riscos do projeto;

• Mensuração mais próxima da exatidão no momento de definir o Plano do Projeto.

(02ª) Trata que o gerente de projeto deve ser multidisciplinar, ou seja, independente do projeto, o gerente deve possuir características de um gestor objetivando atingir desempenhos satisfatórios em todas as etapas.

Principais Argumentos:

• O gerente do projeto nunca deve fazer o trabalho operacional visto que sua função é de planejamento e controle/monitoramento dos níveis de qualidade das etapas;

• Com a possibilidade de utilização das opiniões especializadas, o projeto é fortalecido e teoricamente não existiria perda dos benefícios de se contratar um gerente especialista.
Bom, a discussão levou aproximadamente 20 a 30 minutos e, como a sala estava dividida, o professor não manifestou parecer algum, concluímos a discussão, pois a aula tinha que continuar. Mas aqui, é o espaço para focarmos nossas discussões. O que vocês acham? Comente.

quinta-feira, 25 de março de 2010

A Geração Y e a Motivação Profissional

Por: Fabiani Seibel Stock
Está na moda discutir sobre a geração Y (formada por pessoas com menos de 30 anos que estão no mercado de trabalho). Essa “turma” do Y, são profissionais que querem resultados rápidos, buscam de forma constante a satisfação profissional e qualidade de vida, estão sempre conectados e atualizados quanto ao uso de novas tecnologias e estão a cada dia assumindo mais postos no mercado de trabalho, inclusive cargos de liderança. A motivação do profissional dessa geração tem um prazo de validade; se a empresa não realizar essa manutenção, ele mesmo vai dar um jeito de resolver isso, ou seja, se algo não está legal na organização onde atua, e não vê perspectivas de melhora, simplesmente as buscará em outra empresa. Esse profissional é do mercado e não da empresa, e essa impaciência e infidelidade com o empregador torna essa geração alvo de críticas, caracterizando um grande problema para as organizações.

A retenção do profissional da geração Y tem significado um grande desafio para os gestores, principalmente para os profissionais de Recursos Humanos. Esse profissional é ágil, gosta de ver resultados nas suas atividades e principalmente precisa de um feedback constante para alimentar a sua ansiedade.
Sabemos que a motivação, em qualquer geração, depende muito mais da própria pessoa. Não podemos motivar alguém, apenas indicar caminhos, incentivá-la a buscar a sua motivação para que encontre aquilo que a tornará realizada.

A geração Y não pode ser considerada um problema, e sim uma solução, uma alternativa de inovação para as empresas. Uma chance para que os profissionais de recursos humanos desenvolvam novos meios de retenção de talentos, novas técnicas de influenciar e desenvolver a auto-motivação em seus profissionais. Porque não aproveitamos esse momento para usar essa volatilidade destes profissionais e criar? É um momento de inovação, de se auto-motivar e de usar a criatividade a favor da criação de novos métodos de desenvolvimento dos profissionais que estão entrando nas nossas organizações, sedentos por sucesso e desenvolvimento, cheios de energia e de novas idéias, desde o nível operacional até o estratégico. Vamos aproveitar essa geração de vanguarda, para que sejam aliados do nosso negócio e, se um dia não for mais possível retê-los na nossa empresa, tudo bem, vamos deixá-los ir, certamente teremos outros Ys para entrarem na nossa organização, com novas idéias e sugestões, novas emoções a vista. Sabemos que o mercado é volátil, que talvez um produto ou serviço que vendemos hoje, amanhã já não será tão útil, por isso, devemos saber que as pessoas também têm a sua chance de trocar e de seguir em frente em busca da sua realização profissional, pois para elas, significa que aquela oportunidade deixou de ser o que era. Não estou querendo defender que os gestores devem se conformar com a saída do profissional desmotivado, mas que devem sim, tentar retê-lo. No caso de perder ele para o mercado ou para o concorrente, devem refletir e verificar se a sua empresa pecou na manutenção deste, e o que poderá ser feito pelo próximo talento que entrar pelas portas do seu empreendimento.

A manutenção de talentos, atração e retenção de pessoas, sempre foi e sempre será motivo de preocupação e um grande desafio para as empresas. A manutenção do Y, é apenas mais uma novidade para ser incorporada aos processos do RH, pois não se engane, mais adiante surgirão novas gerações, novos e maiores desafios!
Fabiani Seibel Stock atua na área de Recursos Humanos. É pós-graduanda em Pedagogia Empresarial pela Escola Superior Aberta do Brasil e em Psicologia Organizacional pela Esade Laureate International Universities, graduada em Administração de Empresas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Simulador ensina a ser gerente de projetos

Software alemão (Topsim) é um game onde você é o responsável pela tomada de decisões na construção de montanha russa. A cada rodada surgem novas demandas e cada decisão gera consequências e distúrbios no processo.


Como é a experiência de aplicar as boas práticas de gerenciamento de projetos? Como é ser um gerente de projetos? Para responder a esta pergunta com exatidão, só mesmo passando por alguma experiência real, mas já é possível simular experiências em um ambiente virtual.

O TOPSIM – Project Management é um software alemão da empresa Tata Interactive Systems que, através de um jogo de construção de uma montanha russa, oferece a oportunidade de simular o gerenciamento do projeto.

Partindo de um cenário previamente estabelecido, simulando problemas que ocorrem no dia-a-dia dos projetos e proporcionando determinados resultados, o jogo oferece a oportunidade dos participantes agirem sobre as conseqüências e assim vivenciar as funções da gerência de projetos. Incluindo situações que envolvam o poder decisório baseado nas boas práticas.

A sacada do jogo, lógico, é a possibilidade que oferece de simulação, pois para agir no mundo real é preciso certa experiência e conhecimento. Aqui não há o risco real de você perder seu emprego…

Os jogadores traçam metas iniciais de prazo para entrega do projeto, limitações de custo, indicadores de qualidade, bem como o retorno esperado para o projeto.

Claro, há todo um tutorial ensinando como jogar.

Através de um diagrama de precedência, em cada pacote de trabalho é apresentada a sua duração no projeto, assim como suas folgas. Também, é possível visualizar o caminho crítico.

Em cada pacote de trabalho há uma situação inicial e opções para que o jogador utilize o poder decisório que lhe foi concedido, alterando assim o destino do projeto. Após cada decisão, é apresentada a variação dos indicadores como: perda de tempo, ganho na qualidade, aumento do custo ou mesmo variações no retorno financeiro.

A simulação ocorre ao longo de rodadas. Em cada rodada é possível simular várias semanas do projeto – que podem ser adiantadas sem que nenhuma decisão seja tomada. A cada rodada novas situações surgem de acordo com as decisões tomadas previamente. Situações inesperadas (distúrbios) aparecem ao fechar semanas do projeto.

A grande diversidade de tomadas de decisões e suas consequências fazem do jogo um verdadeiro aprendizado lúdico. É muito divertido (e fácil) aplicar – guardadas as devidas proporções – as boas práticas nestes momentos de decisões para buscar o equilíbrio entre o famoso triângulo do Escopo, Tempo e Custos que tem na Qualidade uma circunferência externa englobando-o.

A utilização do software proporciona um aprendizado de valor único na vida de qualquer profissional de gerenciamento de projetos.

Não apenas por não incorrer no risco real como dito anteriormente, mas ao mesmo tempo possibilitando um treinamento que se aproxima da realidade. [Webinsider]

Como vender um projeto ?

Tenho uma dica básica para voce. Tem uma maneira de voce atender a uma solicitação de projeto que é muito acertiva. Se uma organização te pede uma proposta para a realização de um projeto, sugiro que já na primeira reunião voce transforme o escopo sugerido anteriormente pelo cliente em uma estrutura analítica de projetos (EAP). Mesmo que ela ainda não seja definitiva, o simples fato de voce traduzir o escopo do projeto na EAP mostra segurança e conhecimento sobre o projeto. Mais do que isto , voce já da uma sinal de como irá gerencia-lo. Se os seus concorrentes forem para a primeira reunião para bater papo , aposto que voce já ganhou o negócio. Pense nisto !

EAP: Uma Estrutura Analítica de Projetos (EAP), do Inglês, Work Breakdown Structure (WBS) é uma ferramenta de decomposição do trabalho do projeto em partes manejáveis. É a estrutura hierárquica (de mais geral para mais específica) orientada às entregas (deliverables) que precisam ser feitas para completar um projeto.

O objetivo de uma EAP é identificar elementos terminais (os produtos, serviços e resultados a serem feitos em um projeto). Assim, a EAP serve como base para a maior parte do planejamento de projeto.
(wikipedia)