sexta-feira, 20 de agosto de 2010

4º DIA e 5º DIA + 01 Conquista

Nos dias 19/08 e 20/08 não deu pra ir a UFS, até porque tinha prova de espanhol.

Hoje foi minha prova de Proficiência em Língua Espanhola e meu veredicto é que a pressão nos transforma em seres mais eficazes.

A muito tempo não escrevo redação técnica (redação de vestibuleiro) e esses dias de preparação para o DELE foram angustiantes ou melhor "agobiantes".

A proficiência é composta por 6 provas.

P1 - Compreensão Leitora
P2 - Redação e escrita
P3 - Compreensão Auditiva
P4 - Gramática
P5 - Vocabulário
P6 - Discussão

É isso, a duração total foi de 04 horas e acreditem é divertida, alegre, irritante e muito imprevisível. Por mais que nos preparemos, devemos treinar cada vez mais nossas atitudes por meio de exercício simulativas mais exigentes.

Fica aqui + uma etapa concluída, agora é esperar o resultado (detalhe só sai daqui a 06 meses)

Próxima etapa: Concluir a Pós-Graduação - preparar artigo (prazo 60 dias) até lá

3º DIA - O interesse

Dia 18/08/2010

Só tive uma aula de Estatística, mas ainda estava com um pé atrás com relação a forma de tratamento do Professor e da interação com os demais alunos.

Tais problemas foram resolvidos com uma excelente dinâmica e interação de todas as formas. Tive uma sensação de nostalgia com os questionamentos e outra sensação de subestimar meus conhecimentos de estatística, consegui me tocar e perceber que tenho que estudar muito e enfiar as caras nos livros.

Por isso, acredito que a bandeira do alerta foi levantada e, percebi que meus conhecimentos não são completos e posso melhorar muito em meu trabalho. É daí que vem meu interesse....vamos todos juntos pra frente....vlw galera..

2º DIA - O Esclarecimento

Amigos,

Neste diário farei o possível para descrever todos os dias e emoções por mim avaliadas. Neste segundo dia, posso declarar como um esclarecimento dos meus objetivos.

No dia 17/08/2010, após uma manhã e tarde exaustiva no trabalho, sabia que me esperava na UFS, duas disciplinas distintas, uma delas de área de ciencias sociais e outra de matemática. Por mais que tentasse nunca imaginaria que conseguiria conciliar duas disciplinas tão adversas e ao mesmo tempo se completam, já que parto do pressuposto que duas linhas de pensamento é menos cansativo do que um intensivo de disciplinas da mesma natureza.

Numa avaliação geral, percebi que os estudantes de ciencias sociais ou que estão fazendo disciplinas desta área possuem um senso de comportamento + dispersão bastante desenvolvidos. Enquanto as ciencias exatas uma obediência + atençao redobrada. (tudo isso é reflexo dos próprios docentes, prolixo/paciente e dinamico/rígido respectivamente).

O sociólogo transmitiu uma mensagem e, repasso meu entendimento:

Com o passar do tempo nós seres humanos atingimos uma maturidade, mental e não etária, que suprime os desejos irracionais por necessidades racionais, em outras palavras, convertemos o prazer repleto de brincadeiras, festas e diversões em ações que representam significativas mudanças comportamentais.

Acredito que estou no caminho correto, mas ainda não me considero maduro mentalmente. Até o dia 18/08/2010...

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

1º DIA - A VOLTA

Dia 16/08/2010 foi meu primeiro dia de volta a Universidade Federal de Sergipe e, o mais impresionante foi sentir um frio na barriga e aquela emoção que toma conta ao se deparar a uma turma no 1º dia de aula.

Apesar de iniciar o curso segunda, já adiantei pra pegar uma disciplina do 2º período.

A classe repleta de jovens vestibuleiros que ainda não se desfizeram do cheio ingenuo e imaturo do ensino médio, nem das brincadeiras e do respeito ao professor. Felizmente a aula foi muito boa compensando assim tais atitudes indesejáveis.

Duas coisas me fizeram sentir que estou no caminho correto: a primeira é que mesmo estando no ramo de pesquisas, tenho a plena convicção que o simples é trabalhoso. No segundo momento, confirmo a teoria de Einstein, uma mente expandida jamais volta a seu tamanho inicial, o olhar para os detalhes é aperfeiçoado com o tempo, da mesma forma que nossa maturidade.

DIÁRIO DE UM PORTADOR

Saudações a todos!!!!

Normalmente quando começamos uma jornada ou iniciamos uma grande caminhada, fazemos revelações que podem gerar grande polêmica ou até mesmo discriminações irracionais. No meu caso venho informar a todos que após ler, refletir, identificar, analisar, avaliar e compreender o que é melhor para minha vida, posso determinar com certeza de 85% o que desejo.

Muitos afirmam que a criatividade parte do pressuposto da genialidade ou clarevidência, mas a poucos dias tive um retrato exato dos esforços das mentes criativas:
99% transpiração + 1% inspiração.

Essas fatos reforçam cada vez mais as minhas convicções e principalmente a decisão tomada outrora, a de iniciar mais uma graduação (Estatística). Muitas pessoas me perguntam o porquê e pra quê, mas nenhum chegou a perguntar se estaria eu, gostando dessa decisão. A crítica vem de todos os lados seja de mãe, namorada, tios, amigos, colegas de trabalho, etc.

Todos eles juntos exercem uma pressão muito grande sobre atitudes que possam influenciar meu futuro....mas todos querem saber a causa sem pensar nas consequências ou resultados. A percepção é que sou visto com um doente ou fujo das minhas faculdades mentais, pois já sou formado em Administração e sou infectado pela doença da graduação.

Sou portador de uma enfermidade que assombra diversos universitários, a de que uma graduação é suficiente para meu sucesso profissional, no entanto, o mercado silencioso e articuloso exige que cada trabalhador seja polivalente ou multifuncional.

Por isso, criei o Diário do Portador, aqui iniciarei uma jornada até a conclusão da minha graduação, como alternativa para outros amigos ou até desconhecidos tomarem a iniciativa de seguir estudando.

A jornada será longa, árdua e exaustiva, mas é recompensadora e benéfica para mente e espírito. Daqui a 4 ou 5 anos, estaremos concluindo esta caminhada. Acompanhem ou Follow me

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Os segredos no fim do arco-íris

Olá pessoal, achei a matéria interessante porque não trata de preconceitos nem generalizações, bem cientifica e esclarecedora, divulguem para evitarmos cada vez mais o homofobismo.
Agradecimentos a Prof. Antônio Edilson do Nascimento
Diretor do Departamento de Administração - DAA/UFS
O que motiva animais e humanos a terem relações homossexuais? O colunista Jerry Borges discute estudos recentes e defende que o tema não deve ser tratado como tabu, e sim estudado cientificamente como qualquer outro fenômeno natural.

Por: Jerry Carvalho Borges

Publicado em 04/06/2010 Atualizado em 04/06/2010
http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/por-dentro-das-celulas/os-segredos-no-fim-do-arco-iris


O interesse por indivíduos do mesmo sexo está amplamente documentado em invertebrados e em todos os grupos de vertebrados. Entre esses seres, há diversas espécies cujos representantes cortejam, copulam e, menos frequentemente, estabelecem relações duradouras com parceiros do mesmo sexo.

Um levantamento realizado por Bruce Bagemihl, pesquisador canadense da Universidade da Colúmbia Britânica (UBC), documentou, a partir de uma análise da literatura, a ocorrência de relações entre indivíduos do mesmo sexo em pelo menos 450 espécies. Contudo, apesar da difusão desse comportamento, o interesse por indivíduos do mesmo sexo tem sido considerado um enigma para os estudiosos do assunto.

Por que animais se dedicariam a comportamentos sexuais que não resultariam em sua reprodução, e não produziriam descendentes que poderiam perpetuar a sua herança genética desses seres?

Pesquisas realizadas indicam que há vários fatores associados ao interesse entre indivíduos do mesmo sexo. Nos golfinhos nariz-de-garrafa (Thursiops sp.), frequentemente citados por exibirem esse comportamento, cerca de metade dos machos formam casais duradouros entre si.

Relações entre indivíduos do mesmo sexo podem diminuir a agressividade e auxiliar na manutenção da coesão socialCasais femininos também são observados. Exemplos comuns são os carneiros selvagens (Ovis canadensis), os bonobos (Pan paniscus) e os albatrozes (Phoebastria immutabilis).

A ocorrência de relações sexuais entre indivíduos do mesmo sexo pode, nesses animais, diminuir as tensões e a agressividade e auxiliar na manutenção da coesão social e no fortalecimento das relações entre indivíduos de uma mesma população.

Esse comportamento pode também auxiliar na criação da prole desses animais, facilitando a alimentação e proteção dos filhotes. É provável que a formação desses casais também confira aos animais proteção contra predadores e um maior sucesso na caça de suas presas. Assim, esse tipo de comportamento estaria associado com um processo de seleção consanguínea.

Uma explicação alternativa alega que esse comportamento diminuiria agressões e conflitos entre sexos. Um exemplo é observado nos peixes mexicanos Girardinichthys multiradiatus, que simulam a aparência de fêmeas para evitar a agressão de machos maiores e, ao mesmo tempo, garantir o acesso a fêmeas.

Uma interação interessante entre indivíduos do mesmo sexo é observada entre cobras-garter (Thamnophis sirtalis parietalis). Nesses animais, alguns machos mimetizam o tamanho, os comportamentos e os ferômonios de fêmeas para poderem atrair outros machos e, assim, obter aquecimento e proteção.


Entre os bonobos, é comum observar a formação de casais femininos (foto: Kabir Bakie – CC BY-SA 2.5). Proteção e aprendizagem
Entre os pinguins antárticos (Pygoscelis antarticus), os carneiros (Ovis aries) e os peixes-zebra (Taeniopygia guttata), as relações entre indivíduos do mesmo sexo são observadas em animais mantidos em cativeiro. Parece que o estabelecimento de condições artificiais e o desbalanceamento sexual desses animais possam ser condições preponderantes para a ocorrência desse tipo de comportamento.

Por outro lado, o estabelecimento de relações entre machos de sapos (Bufo bufo) e de peixes lebistes (Poecilia reticulata) pode ser uma estratégia empregada por animais jovens ou submissos para evitar comportamentos agressivos de indivíduos dominantes.

Esse comportamento pode proporcionar a chance para que machos jovens aprendam com indivíduos mais experientesA ocorrência desse comportamento pode proporcionar a chance para que machos jovens possam aprender com indivíduos mais experientes a arte da corte e outras estratégias associadas à reprodução. Essa prática é observada entre flamingos rosa (Phoenicopterus ruber).

Por outro lado, algumas das interações entre indivíduos do mesmo sexo não podem ser explicadas dessa forma simplista. Contudo, nas últimas décadas a ciência tem começado a desvendar parte dos mistérios associados com as alterações genéticas e fisiológicas associadas com esse tipo comportamento. Curiosamente, as primeiras pistas para a solução desse enigma foram descobertas em um ser vivo bem mais simples que os citados anteriormente: a mosca-das-frutas, ou drosófila.

Pesquisas com moscas-das-frutas indicam que ocorrem várias mutações que afetam os receptores de feromônios sexuais, essenciais para a distinção entre os sexos nesses insetos. Isso pode fazer com que machos e fêmeas cortejem indivíduos do seu próprio sexo, sem perder o interesse por moscas do sexo oposto.

Nessa espécie, uma das alterações mais estudadas ocorre no gene conhecido como genderblind (algo como ‘cego para o gênero’, em inglês), associado com os níveis extracelulares de glutamato. Esse neurotransmissor regula o processamento da informação feromonal nos neurônios cerebrais dos machos de drosófila, e a alteração torna esses insetos incapazes de distinguir indivíduos do sexo oposto.

Assim, as moscas que apresentam a mutação passam a fazer a corte a machos e fêmeas de forma indiscriminada. É interessante notar que a presença de etanol também aumenta o interesse entre machos.


Dois patos-reais machos namoriscando (foto: Mila Zinkova – CC BY-SA). E entre nós, humanos?
No início da década de 1990, causou bastante controvérsia a publicação da pesquisa de Dick Swaab e Michel Hofman, do Instituto de Neurociências da Holanda, examinando as diferenças cerebrais entre homens heterossexuais e homossexuais. De lá para cá, a compreensão da contribuição genética, hormonal, neurofisiológica e social para a orientação sexual humana tem se acumulado.

Alguns estudos que analisam a orientação sexual de gêmeos monozigóticos, dizigóticos e irmãos adotivos indicam que a tendência à homossexualidade possui um componente hereditário e poderia conferir ganhos adaptativos, pelo menos para homossexuais masculinos.

Ainda há enorme desconhecimento em relação a características genéticas e às numerosas influências do ambiente sobre a orientação sexual de cada indivíduoContudo, ainda há um enorme desconhecimento em relação tanto a essas características genéticas quanto em relação às numerosas influências do ambiente sobre a determinação da orientação sexual de cada indivíduo.

Apesar disso, há indícios da ocorrência de uma associação entre a homossexualidade e genes presentes no braço longo do cromossomo X (Xq28). Brian Mutanski, dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH), realizou um estudo com 456 indivíduos de 146 famílias que possuem dois ou mais irmãos homossexuais.

Os resultados indicam que várias regiões dos cromossomos não sexuais também influenciam o comportamento homossexual. Contudo, a equipe de Mutanski não observou uma associação entre a região Xq28 e a homossexualidade.


Dois soldados romanos numa parada gay (foto: Marília Melhado – CC BY 2.0). Outros estudos afirmam que a ocorrência de gestações anteriores de fetos do sexo masculino poderia aumentar a probabilidade da ocorrência de homossexualidade nos próximos filhos homens.

Segundo uma pesquisa realizada por Anthony Bogaert, da Universidade de Brock, no Canadá, os fetos masculinos podem ser expostos a anticorpos maternos antimasculinos, que se acumulariam em gestações múltiplas desse sexo e que, assim, poderiam afetar a diferenciação sexual e o desenvolvimento cerebral dessas crianças.

A associação entre homossexualidade e ativação por feromônios também está no foco de vários pesquisadores, como, por exemplo, Ivanka Salic, da Universidade Kariolisnka (Suécia). Segundo Salic, nos cérebros de homossexuais do sexo masculino, há regiões ativadas em resposta a derivados da testosterona, e que apresentam propriedades similares às dos feromônios.

Apesar da enorme complexidade, algumas hipóteses para as relações entre animais podem ser aventadas para explicar o comportamento entre humanosEm homossexuais do sexo feminino, Salic também observou que há regiões similares ativadas por derivados de estrógenos. Outros pesquisadores também associam o comportamento homossexual com alterações anatômicas em conexões da região cerebral da amígdala.

Apesar da enorme complexidade associada às manifestações comportamentais em nossa espécie, algumas das hipóteses citadas anteriormente para justificar relações homossexuais entre animais podem ser também aventadas para explicar esse comportamento entre os humanos.

Assim, a ocorrência de relações sexuais entre indivíduos do mesmo sexo também poderia, na nossa espécie, estar associada à manutenção da coesão social e no fortalecimento das relações entre indivíduos de uma mesma população. Um possível exemplo desse comportamento seriam as interações entre os guerreiros de Esparta, na Grécia antiga.

A interação entre indivíduos do mesmo sexo como oportunidade para que os jovens aprendam com indivíduos mais experientes também poderia estar associada a comportamentos humanos. Um exemplo para tal também está na Grécia antiga, nas relações entre os discípulos e seus mestres filósofos em Atenas.


Girafas macho na reserva de Ithala, na África do Sul (foto: Luca Galuzzi – CC BY-SA). Sergey Gavrilets e William Rice, da Universidade do Tennessee, nos Estados Unidos, têm estudado os genes que podem influenciar o homossexualismo humano. Esses pesquisadores têm observado que esse comportamento, como seria de se esperar, é bastante complexo e está associado com um grande número de genes. Mas ainda não é possível apontar, para a nossa espécie, razões adaptativas associadas a esse comportamento.

E, para além de eventuais fatores biológicos que possam estar associados à orientação sexual na espécie humana, devemos ter sempre em mente que ela é influenciada também por inúmeros fatores ambientais e pela história de vida de cada indivíduo.

Deve ser compreendido claramente que a homossexualidade na espécie humana é um processo extremamente complexo e delicado de ser estudado.

Esse fenômeno não deve ser tratado como tabu, e deve ser investigado cientificamenteEsse fenômeno não deve ser tratado como tabu, e deve ser investigado cientificamente – sem restrições ou censura – como outras manifestações comportamentais para que possamos conhecer mais profundamente as características que nos tornam humanos.

Nesse sentido, a compreensão dos papéis dos diversos tipos de relacionamentos entre indivíduos do mesmo sexo e a adaptação ecológica e evolutiva das populações nas quais esse fenômeno ocorre pode enriquecer a nossa compreensão sobre como a seleção natural molda as interações sociais, a reprodução e mesmo a morfologia das espécies.


Jerry Carvalho Borges
Departamento de Medicina Veterinária
Universidade Federal de Lavras