quarta-feira, 25 de maio de 2011

Quer melhorar a posição de seu site nos motores de busca? Linkbuilding

O trabalho de SEO – Search Engine Optimization – otimização de sites para buscadores, em tradução livre do inglês, é de dar inveja a Hércules. Ele consiste em estudar, desenvolver e aplicar técnicas para aumentar a visibilidade do conteúdo de páginas na Internet. Assim, essas páginas tornam-se mais habilitadas a concorrer aos melhores posicionamentos em pesquisas nos mecanismos de busca. Uma dessas tarefas tem um nome especial: linkbuilding.

O linkbuilding é absolutamente crucial em projetos de otimização. A tarefa consiste em disseminar links (atalhos) do seu endereço na web em outras páginas e sites. Dessa forma, os mecanismos de busca têm maior referência sobre a confiabilidade do site. Com base nesses “votos” (em SEO fala-se que cada link equilvale a um voto) os mecanismos de busca podem priorizar determinadas URLs na hora de montar as SERPs (páginas de resultados) com as respostas às pesquisas feitas nos buscadores. Basicamente, quanto mais sites tiverem links apontando para um determinado endereço da web, maior sua relevância.

Processo de otimização de sites

Linkbuilding não é a primeira tarefa em um processo de otimização de sites. É uma das últimas fases e costuma levar bastante tempo. Esse trabalho de networking digital não cessa e deve ser feito de maneira consistente. Isso, porque se um site, da noite para o dia, apresentar uma ocorrência muito grande de links, o fato despertará a atenção para mecanismos de busca que poderão investigar como essa disseminação aconteceu. Nem sempre uma explosão de links é a coisa mais positiva. Na perspectiva dos buscadores, às vezes, menos é mais.

O marketing digital se encontra em uma fase em que empresas se especializaram em assumir essa tarefa de “relacionamento” entre sites. Durante o Uaiseo, evento que reuniu as comunidades de SEO e de links patrocinados em Belo Horizonte (MG), nos dias 25 e 26/9, Manuela Sanches, fundadora da empresa Enlink, apresentou a forma como o trabalho de linkbuilding é feito. Depois da palestra, o IDG Now! pode conversar com Manuela sobre o mercado de trabalho e outras características dessa ocupação-cerne do segmento de SEO.

Onde colocar os links

Dentro da enorme variedade de endereços da web, cada um serve para um target (uma audiência) específica e é lá que os links devem ser colocados. Os blogs deixaram de ser vistos como páginas de conteúdo pouco confiável e coisa de gente irresponsável. Então o trabalho de relacionamento com a blogosfera é parte essencial do linkbuilding. Apesar disso“…colocar links em blogs não ficou mais difícil. Sim, os blogueiros são seletivos, mas tudo depende da abordagem”, diz Manuela, quando perguntada sobre essa camada da internet. Por parte dos clientes os blogs também são apreciados: “A maioria dos clientes não desdenha os blogs, não“, diz Sanches.

Existe outro tipo de domínio que é altamente apreciado por linkbuilders. Trata-se de sites com domínio finalizado em .edu (sufixo reservado a instituições de ensino) e os .gov (de entidades governamentais). Os dois gozam de muita consideração por parte dos buscadores, como o Bing e o Google, pois são páginas “idôneas”, em que um link só entra quando tem real relevância. Fato é que para posicionar um link em sites desse tipo a burocracia é grande, “às vezes, enorme”, diz a empresária que começou como linkbuilders em uma empresa de Curitiba chamada Mídia Digital.

É comum que as empresas enviem requisições de links para esse sites e normalmente não se pede muito além disso.“Nós fazemos o contato e explicamos o motivo e qual é o enfoque da campanha, não especificamos exatamente em que parte dos sites o link deve ser colocado, isso fica a cargo dos webmasters”, diz Manuela.

Pago x não pago

Por se tratar de requisições, não é comum retribuir esses links. “Não é uma troca de links”, diz Manuela. Além dessa prática de troca de atalhos ser mal vista pelos robôs de busca, muitas vezes não existe um interesse comum em ter um site apontando para o outro. O que existe é a compra ou a venda de links. “Já recebemos propostas de blogueiros que nos pediram até 500 reais para escrever uma resenha e implementar um link em seus blogs. Nesse caso o conteúdo e o atalho devem permanecer no site por um ano”, diz. “Mas essas são ofertas deles, e não costumamos fazer esse tipo de acordo”, ressalta.

Clientes

O elenco de clientes das empresas varia fortemente. “Ainda não atendemos políticos. Acho que isso seria um real desafio, mas é algo que gostaríamos de fazer um dia, justamente pela dificuldade”, afirma Sanches, quando perguntada sobre esse trabalho com foco em política.

Carreira

Sobre mercado de trabalho, o IDG Now! conversou com o diretor de mídia e de projetos da empresa Mídia Digital, Willie Taminato. Willie descreve a carreira de um linkbuilder como algo até certo ponto penoso, pois a rotina é a mãe desse profissional.

“Acho uma comparação um pouco desanimadora, mas é parecido com o trabalho de telemarketing, em que tudo se baseia em relacionamento. Não é simplesmente pedir o link e pronto”, diz.

Na escalada profissional o linkbuilder passa obrigatoriamente pela função de linkbuilder júnior. Ele tem por atribuições a descoberta de links relevantes para o cliente, o envio de solicitações, pesquisa por palavras-chave, deve montar relatórios e seu trabalho tem metas que podem variar de cinco a 20 links por semana; tudo depende do cliente e do grau de dificuldade em conseguir essas recomendações virtuais. O salário não dá água na boca, quem quiser entrar para essa área pode ficar feliz se receber mil e quinhentos reais por mês. A boa notícia é que “Mercado de trabalho tem, e não é pequeno”, afirma Taminato.

Ultrapassada essa fase muito operacional e repetitiva, o linkbuilder pode galgar a posição de coordenador de linkbuilding. Espera-se desse profissional, um poder de análise de relatórios aprofundado e o domínio de ferramentas que lhe auxiliem na gestão das planilhas para manter o controle sobre a disseminação dos links. Nesse estágio, um salário de até 4.500 reais é algo possível.

Willie menciona que existem empresas sediadas na Índia que oferecem esse tipo de trabalho, mas não é muito interessante para o mercado brasileiro. “Essas organizações conseguem colocar links na internet e em sites qua têm pouca relevância para nosso mercado”, finaliza.

Para finalizar, Manuela Sanches cita fatores que são indispensáveis para quem quer iniciar sua carreira no segmento de SEO, começando por linkbuilding:

  1. Ter um olhar mais voltado para o marketing do que para a tecnologia;
  2. Ser adorador da redação;
  3. Estar disposto a passar horas pesquisando a web na busca por sites relevantes;
  4. Ter mente aberta para encarar uma diversidade de temas que vai desde lustra-móveis até calçados infantis;
  5. Ser metódico suficiente para manter o ritmo e controle sobre sua atividades.

Protesto reduz à metade preço da gasolina

Em lugar dos R$ 2,799 cobrados normalmente, o litro do combustível sairá por R$ 1,314

25 de maio de 2011 | 0h 00
  • Marcelo Rehder - O Estado de S.Paulo

O litro de gasolina vai ser vendido hoje pela metade do preço no posto que fica na equina da Avenida Sumaré com a Rua Franco da Rocha, em Perdizes, zona oeste da capital paulista. Em lugar dos R$ 2,799 cobrados normalmente, o litro do combustível sairá por R$ 1,314, o que representa economia de 53%.

Mas não se trata de uma promoção, e sim de um protesto contra a pesada carga tributária no Brasil. O desconto de R$ 1,485 que será oferecido hoje por litro da gasolina nada mais é que o valor dos tributos que são cobrados sobre o preço do combustível - Cide, Pis, Cofins e ICMS.

"O objetivo do dia livre de impostos é mostrar às pessoas a quantidade absurda de impostos que pagam ao comprarem qualquer produto", diz Helio Beltrão, presidente do Instituto Mises Brasil, que organizou o protesto em São Paulo, junto com o Movimento Endireita Brasil.

Para Beltrão, na medida em que os contribuintes tenham consciência da abusiva carga tributária no País, podem exigir uma diminuição no valor dos impostos. "Na gasolina, por exemplo, o imposto é o dobro do preço", frisa.

Um cálculo do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário indica que os impostos que todos pagarão ao longo de 2011 correspondem à soma de todo o dinheiro que os trabalhadores vão receber de 1.° de janeiro até o próximo domingo. Ou seja, o brasileiro precisa trabalhar 149 dias só para pagar tributos.

O Dia da Liberdade de Impostos será comemorado em mais seis capitais (Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Manaus, Vitória e Brasília) e nas cidades de Santa Fé do Sul (SC) e Linhares (ES).

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Consultoria vira 'profissão' de destaque

Ser consultor no Brasil é um bom negócio para profissionais especialistas em suas áreas. Nesta semana, a imprensa revelou que o ministro da Casa Civil, Antônio Palocci, multiplicou seu patrimônio em 20 vezes, em quatro anos, passando de R$ 375 mil para R$ 7,5 milhões. O chefe da Pasta informou que os ganhos vieram de consultoria que prestou. Profissionais ouvidos pela equipe do Diário confirmam que é possível multiplicar o patrimônio em pouco tempo atuando neste mercado.

Não existe área definida para a função de consultor, que na verdade é um profissional que dá conselhos, na sua área de domínio, à empresa. O essencial é ter vasta lista de contatos.

"Para sair de uma empresa e se tornar consultor é necessário ampliar o networking e a credibilidade. Para que o negócio dê certo é importante a junção das duas coisas", explicou o coordenador da graduação da Trevisan Escola de Negócios, Dalton Viesti.

O professor de Finanças da pós-graduação da USCS, José Ricardo Escolá de Araújo, que também ministra aulas na Trevisan e FGV (Fundação Getulio Vargas), atua há 10 anos como consultor econômico e financeiro. Ele afirma que, dependendo do porte do cliente, é possível faturar muito em poucos anos, mas não quis revelar o montante.

Para o professor Escola de Araújo, não há estranheza no salto monetário do ministro. Ele argumentou que consultores que tiverem grandes clientes facilmente faturam valores semelhantes.

Não há padronização nos acordos de remuneração das consultorias com as empresas, conforme explica o professor de Finanças da Fipecafi (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras), Mário Amigo. "Depende muito do valor agregado do serviço."

No mercado, destacou Amigo, é possível encontrar remunerações mensais fixas. Como também indexadas aos resultados das empresas, ou sobre o rendimento impulsionado pelo serviço prestado. "O importante é que tudo seja transparente entre ambas as partes", destacou.

Como não há limites para as formas de remunerações, não há especificações para a área de atuação da consultoria. Viesti, da Trevisan, lembrou que o importante é existir demanda pelo serviço. "O trabalho de consultoria é específico, pontual e curto", completou o acadêmico.

Ele exemplificou que se uma companhia necessita de serviço contínuo, provavelmente contratará um profissional. No entanto, se a demanda é temporária, é mais prático contratar o consultor, que terá mão de obra qualificada.

MUDANÇA - Após 15 anos trabalhando em empresas ligadas ao varejo, Eugenio Foganholo decidiu partir para a carreira de consultor. "Meu desejo de atuação passou a ser diferente do que a empresa me disponibilizava naquele momento como funcionário."

Vinte anos depois de fundar a empresa Mixxer Desenvolvimento Empresarial, Foganholo auxilia grandes indústrias e redes varejistas a adotarem melhores estratégias para os seus negócios.

A dentista de São Caetano Sueli Moreira Sampaio encontrou nicho de mercado diferenciado na região e está próxima de abrir sua própria consultoria. "Acredito que até o fim do ano", afirmou. O ramo não está associação à área da Saúde. Com experiência acadêmica em administração, marketing, recursos humanos e gestão empresarial, ela realiza cursos de empreededorismo e finanças pessoais. "Se eu trabalhasse o mesmo período neste ramo como quando era dentista, ganharia muito", brincou.

Como percebeu que seus alunos tinham a necessidade de conselhos sobre os temas que trabalha, Sueli procurou o Sebrae da região para se preparar para abrir empresa de consultoria. "Hoje atuo pouco como dentista. Estou focada em abrir o escritório", contou.

EMBATE - A situação de Palocci causou briga de foices no Congresso. Enquanto alguns parlamentares questionam o enriquecimento do ministro, requisitando investigação de improbidade administrativa e tráfico de influências, outros defendem que o representante do governo aproveitou a experiência adquirida no Ministério da Fazenda para usar na iniciativa privada.

Conhecimento é requisito básico para área

Ter sólida experiência profissional na área que pretende atuar como consultor é requisito básico para o profissional que pretende se destacar. O diretor da Mixxer Desenvolvimento Empresarial, Eugenio Foganholo destaca que bom relacionamento com as empresas que se deseja atender e visão estratégica são ingredientes importantes para obter sucesso.

Foganholo atende fabricantes de bens de consumo como Unilever, Kimberly-Clark e varejistas como Dell Anno, Salfer e Oba Hortifruti. Parte de sua atividade também é desenvolvida com entidades setoriais.

"Para compreender a necessidade estratégica do cliente é essencial vivenciar o negócio em que ele está inserido", pontuou o especialista. Entre as atividades da Mixxer estão palestras, workshops e viagens técnicas nacionais e internacionais a congressos e feiras ligados ao varejo.

Realização motiva atuação de especialista

Depois de anos atuando como dentista, o empreendedorismo e as finanças promoveram maior realização profissional à Sueli Moreira Sampaio. "Consigo atender mais pessoas", destacou.

Tudo começou com uma temporada no Canadá. "Em 2002 fiz lá um curso de empreendedorismo", contou. Ao voltar ao País, ingressou em curso de pós-graduação de gestão empresarial. "Percebi que muitos dentistas precisavam de orientações para tocar seus consultórios."

Sueli não parou e completou outra pós-graduação em recursos humanos, especialização em marketing e mestrado de administração nos Estados Unidos.

Hoje, para reforçar sua credibilidade - pilar para atuar como consultora - mantém o blog http://meuricodinheirinho.wordpress.com com dicas de finanças pessoais. "A credibilidade e o histórico têm que ser muito fortes", avaliou o acadêmico da Trevisan Dalton Viesti.


Créditos para Alexandre Melo e Pedro Souza

terça-feira, 10 de maio de 2011

Profissionais da Geração Y só "vestem camisa" de empresas que dão feedbacks

Estudo mostra que jovens dessa geração só
permanecem em empresas ligadas à capacidade
de inovação

Por Infomoney

Os profissionais da Geração Y vestem a própria camisa e só
permanecem em empresas ligadas à capacidade de inovação
e que dão feedbacks constantes. As constatações são de
estudo realizado pela Bridge Research sobre os profissionais
que nasceram nas décadas de 80 e 90.

De acordo com a pesquisa, esses jovens profissionais, diferente
dos jovens das gerações anteriores, têm uma relação diferente
com a hierarquia, horários e produtividade. Para a Geração Y,
o mais importante é o retorno da liderança.

“Ao mesmo tempo que pede esse constante retorno do chefe,
o jovem profissional se esquiva das responsabilidades formais do
mundo corporativo”, afirmou em nota o presidente da Bridge,
Renato Trindade.

Além disso, os jovens dessa geração trocam de emprego com
muita facilidade. “O Y de uma classe social mais abastada,
quando enxerga uma oportunidade de ir morar no exterior,
não tem problema em abandonar uma carreira promissora.
O que possui menos dinheiro pode migrar de um emprego
para outro somente motivado por uma remuneração maior”,
completou o executivo.

Crescimento financeiro rápido

Embora acreditem que é possível aliar felicidade e satisfação
com a vida profissional, os jovens da Geração Y também se
atentam à questão financeira e, assim como o crescimento
profissional, eles também almejam crescimento financeiro rápido.

“Ter dinheiro é sinônimo de status e reconhecimento. Essa é a
mola propulsora dessa geração”, avalia Trindade. Para esses
jovens profissionais, o dinheiro é resultado do sucesso profissional.

Plano de carreira e família

O estudo aponta que os profissionais dessa geração ainda não
são assertivos na definição do plano de carreira. E para eles,
essa é uma das principais angústias profissionais: a de saber
qual será o próximo passo a ser dado.

Se eles ainda têm dúvidas sobre exatamente o que devem fazer
profissionalmente no futuro, ao menos é certo que, ainda que
a carreira seja importante, constituir uma família é ponto certo.
O estudo aponta que para criar uma carreira estável, a
Geração Y não abre mão do desejo de constituir uma família.

Busca na internet

Na hora de buscar oportunidades no mercado de trabalho,
os jovens profissionais das classes A e B fazem suas buscas
pela internet e redes sociais, além de tentarem indicações
de amigos. Já os Y da classe C aliam os meios tradicionais,
como agências e envios de currículos, com a internet.

Fonte: www.administradores.com.br

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